Chega/Açores questiona Governo Regional sobre salário dos trabalhadores da base das Lajes
11 de out. de 2024, 18:55
— Lusa
No
requerimento enviado ao executivo açoriano através do parlamento
regional, o partido pergunta se “tem conhecimento que há trabalhadores
portugueses ao serviço das Forças Armadas norte-americanas na base das
Lajes a receber abaixo do salário mínimo regional” e de que forma vai
intervir “para garantir que o salário mínimo regional é cumprido” para
estes trabalhadores.“Qual o papel do
Governo Regional dos Açores na negociação do Acordo Laboral e do acordo
de atualização salarial dos trabalhadores portugueses na base das
Lajes”, questionam também os parlamentares do Chega açoriano.No
documento enviado ao parlamento dos Açores, os deputados do Chega
referem que os 457 trabalhadores são contribuintes tributários na região
mas, no último acordo de atualização salarial para o ano de 2024, com
efeito a 01 de julho, “há graus de tabelas salariais que ficam abaixo do
salário mínimo regional (861 euros) e até do salário mínimo nacional
(820 euros)”.Os parlamentares lembram que
no acordo salarial, foi estabelecido um suplemento salarial para estes
trabalhadores, que não é aplicado sobre o vencimento base, “mas sim
sobre o ordenado abaixo do salário mínimo regional”. Na
prática, acrescentam, o suplemento salarial “apenas é atribuído nos
graus e escalões que não cumprem com o salário mínimo regional, na
medida em que apenas é atribuído um montante para que perfaça o valor da
remuneração mínima regional”.O líder
parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, refere, citado num comunicado
do partido, que não aceita “que haja açorianos a receber abaixo do
salário mínimo regional, que está estipulado por lei, ainda por cima
quando o empregador é um país estrangeiro”. Um
dos sindicatos que representam os trabalhadores da base das Lajes
insistiu na quarta-feira na necessidade de revisão da tabela salarial,
alegando que o suplemento criado para evitar vencimentos abaixo do
salário mínimo criou injustiças.“Foi
criado um suplemento que é acrescentado ao salário base e esqueceram-se
de que na tabela salarial existem vários escalões que contemplam as
diuturnidades […]. Um trabalhador que tenha 10 ou 15 anos de serviço e
que já tenha duas diuturnidade, quando chega ao fim do mês vai ganhar
861 euros, como qualquer trabalhador que vai começar ao serviço e não
tem experiência”, afirmou o dirigente sindical Vítor Silva.O
coordenador do Sindicato das Indústrias Transformadoras, Alimentação,
Comércio e Escritórios, Hotelaria e Turismo (SITACEHT) nos Açores falava
numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, para denunciar uma
situação para a qual alerta desde 2021.A
atualização das tabelas salariais dos cerca de 450 funcionários
portugueses ao serviço das Feusaçores (forças norte-americanas
destacadas na base das Lajes) não tem acompanhado o ritmo do aumento do
salário mínimo nacional.Para evitar que os
trabalhadores portugueses aufiram menos do que o salário mínimo
regional, foi criado um suplemento, que iguala o valor recebido a 861
euros, mas isso significa que não há diferenciação de vencimentos entre
os diferentes escalões afetados.