Chega/Açores questiona Governo Regional sobre reabertura do hospital de Ponta Delgada
9 de mai. de 2024, 09:39
— Lusa/AO Online
Segundo um comunicado
divulgado, no requerimento que foi dirigido ao executivo açoriano
através do parlamento regional, o grupo parlamentar do Chega pergunta se
o Governo Regional tem “um plano de reabertura - faseada ou não - do
HDES” e se existe previsão para o hospital “estar completamente
operacional”.O Chega/Açores também
pergunta “de que forma estão a ser reajustadas e reagendadas as
consultas e exames previstos” e “que previsão de impacto financeiro
terá, em 2024, este incêndio no HDES”.Entre
outras questões, o partido pretende ainda saber se a manutenção da rede
elétrica do hospital “tem sido devidamente realizada ao longo dos anos”
e se os quadros elétricos de cada serviço e respetivos cabos “têm sido
alvo de manutenções periódicas”.Quanto aos
meios de extinção de incêndio ali existentes, o Chega questiona se
“tinham manutenção em dia” e se tem sido feita “a respetiva fiscalização
das manutenções periódicas”.“Há seguro para cobrir este tipo de incidentes? Este seguro já foi acionado?”, acrescenta ainda o partido.No
requerimento é recordado que o hospital de Ponta Delgada funciona nas
instalações atuais desde 1999, “tendo havido necessidade de adaptar o
edifício às diferentes e diversas necessidades que foram surgindo”.“O
Chega lamenta este incêndio que colocou em perspetiva as fragilidades
da nossa insularidade”, refere o líder parlamentar José Pacheco, citado
no comunicado.A situação, embora alheia ao
próprio hospital, “causou grandes transtornos a doentes e utentes, que
tiveram de ser transferidos para outros hospitais e viram consultas e
exames ser adiados sem data”, acrescenta.O
partido lembra igualmente que o HDES é o hospital de referência do
grupo Oriental dos Açores (ilhas de São Miguel e Santa Maria), recebendo
também muitos doentes de outras ilhas, pelo que “é preciso ter uma
estimativa de quando poderá reabrir”.“Acredito
que o Governo Regional está a fazer todos os esforços para que tal
aconteça o mais rápido possível, mas as pessoas também precisam de saber
quando isso vai acontecer”, salienta José Pacheco.