Chega/Açores questiona Governo Regional sobre jogo a dinheiro e apostas ‘online’ na região

Hoje 16:17 — Lusa/AO Online

Segundo um comunicado do partido, a situação é “preocupante” e os dados conhecidos apontam para “um aumento exponencial da prevalência do jogo a dinheiro entre alunos açorianos dos 13 aos 18 anos, entre 2019 e 2024”.“Os dados foram divulgados pelo Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) e representam um aumento de cerca de 11 pontos percentuais, ou seja, quase o triplo dos valores registados anteriormente”, adiantou.A situação preocupa os deputados do Chega, que questionaram o executivo de coligação através de um requerimento entregue no parlamento regional.No requerimento, o Chega/Açores questiona sobre o crescimento do jogo a dinheiro e das apostas ‘online’, “bem como o que tem sido feito ao nível da prevenção e do tratamento” da dependência do jogo.O partido quer saber quantos açorianos procuraram ajuda devido à dependência do jogo, que respostas especializadas existem no Serviço Regional de Saúde, quantas ações de prevenção foram realizadas nas escolas e quais os recursos financeiros destinados a combater este fenómeno.“O vício do jogo não destrói apenas a vida de quem joga. Muitas vezes arrasta consigo pais, filhos e famílias inteiras. O Governo [Regional] tem a obrigação de prevenir, acompanhar e ajudar quem está a enfrentar este problema”, defende o líder parlamentar do Chega nos Açores, José Pacheco.O também líder do partido na região diz que os parlamentares não querem “mais promessas nem planos para ficar no papel”, mas antes “respostas, medidas concretas e resultados”.“O futuro dos nossos jovens não pode ficar entregue à sorte de uma aposta”, referiu.Ainda de acordo com o político, os dados conhecidos sobre a dependência do jogo representam um sério sinal de alerta que não pode ser ignorado pelas autoridades regionais.“Estamos a falar de jovens, muitos deles menores de idade, que estão a ser expostos ao mundo das apostas e do jogo a dinheiro. É uma realidade preocupante que pode destruir vidas, arruinar famílias e comprometer o futuro de uma geração”, disse José Pacheco.Além do vício, a dependência do jogo também origina consequências financeiras e sociais, “que podem incluir endividamento, conflitos familiares, isolamento e problemas graves de saúde mental”, concluiu.