Chega/Açores questiona Governo Regional sobre estratégia para o turismo
Hoje 09:26
— Lusa/AO Online
“O turismo não pode ser gerido ao
sabor das circunstâncias. Os Açores precisam de uma visão estratégica de
longo prazo, que combine promoção, acessibilidades, infraestruturas,
qualificação da oferta e criação de riqueza para as famílias e empresas
açorianas”, afirmou o líder parlamentar do Chega açoriano, José Pacheco,
citado numa nota de imprensa do partido.Por
sua vez o parlamentar Francisco Lima, também citado no comunicado,
referiu que os Açores “não podem continuar a viver de anúncios e [de]
intenções”.“Precisamos de saber qual é o
plano do Governo [Regional] para o turismo dos próximos dois anos, que
objetivos pretende alcançar e quais os resultados concretos que espera
obter”, referiu Francisco Lima para justificar o requerimento enviado ao
executivo (PSD/CDS-PP/PPM) através do parlamento regional.Segundo
o Chega, o Governo Regional continua a apresentar o turismo como um dos
principais motores da economia, mas “não tem sido capaz de explicar que
plano existe para os próximos anos, quais os mercados prioritários a
conquistar, que investimentos promocionais estão previstos e de que
forma serão aproveitadas as infraestruturas construídas ou em construção
em várias ilhas”.Os “sinais de
desaceleração” da procura do arquipélago por alguns mercados emissores
de turistas é uma das preocupações apontadas pelo Chega, que considera
que a situação “exige uma resposta rápida e planeada” por parte do
executivo regional.“Apesar do investimento
de milhares de euros na promoção externa do destino Açores, continua
por esclarecer a avaliação que o Governo [Regional] faz desses
investimentos, quais os mercados que estão efetivamente a crescer e que
medidas estão previstas para responder a eventuais quebras na procura”,
referiu.Os deputados do Chega/Açores
estiveram hoje na gare marítima de passageiros do porto das Pipas, em
Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde constataram a importância
daquela infraestrutura para a receção de visitantes que chegam por via
marítima à ilha.No entanto, assinalam que a
gare marítima apresenta “várias fragilidades” e que, apesar dos
sucessivos anúncios e das promessas feitas ao longo dos últimos anos,
“continua sem estar concluída”, uma situação que limita o aproveitamento
pleno do potencial turístico e económico daquela zona portuária.Para
o partido é “necessário garantir que as obras são executadas dentro dos
prazos previstos e que fazem parte de uma estratégia integrada de
desenvolvimento económico”.