Chega/Açores questiona executivo regional sobre receitas das marinas
24 de ago. de 2024, 10:36
— Lusa
No
requerimento enviado ao parlamento açoriano, os deputados do grupo
parlamentar do Chega pedem justificações do executivo de coligação para a
quebra da receita nesta marina da ilha Terceira, que “passou de 319.179
euros de rendimentos, em 2019, para apenas 156.243 euros de
rendimentos, em 2022”.O partido também
pergunta “como justifica o Governo Regional que apenas as marinas de
Santa Maria e São Jorge tenham tido resultados líquidos positivos em
2022”.Além do pedido de discriminação dos
centros de custo de cada equipamento, no período 2018-2022, os
parlamentares querem saber o número de funcionários que estão afetos a
cada marina e núcleo de recreio náutico sob jurisdição da empresa
pública Portos dos Açores, S.A..O Chega
explicou em comunicado que numa audição na Comissão de Economia da
Assembleia Legislativa da Região Autónoma, a propósito de uma petição
sobre o Regulamento de Tarifas da Marina de Angra do Heroísmo, a Portos
dos Açores enviou um documento sobre a evolução dos encargos e proveitos
das marinas e núcleos de recreio náutico sob a sua jurisdição,
“justificando assim o aumento dos tarifários". “No
entanto, não se percebe muito bem a quebra de receitas das marinas, que
vemos, muitas vezes, bastante compostas durante todo o ano”, refere o
deputado Francisco Lima, citado na nota de imprensa.Para
o parlamentar, é necessário aprofundar essas contas e verificar os
gastos, “muito inferiores aos rendimentos de cada marina”.Na
sua opinião, é preciso explicar porque é que o encargo com a Marina de
Angra do Heroísmo, em 2022, foi de 455.836 euros, “enquanto a de Ponta
Delgada teve custos de 502.087 euros e a Marina do Faial de 482.138
euros”.A empresa Portos dos Açores é responsável pela gestão de 14 portos e de sete marinas/núcleos de recreio náutico do arquipélago.