Chega/Açores quer saber quantos professores e assistentes estão de baixa
23 de out. de 2024, 15:29
— Lusa/AO Online
Num requerimento
enviado à Assembleia Legislativa Regional dos Açores, os deputados
querem ainda aceder a informação sobre a tipologia da interrupção
temporária para o trabalho, por ilha e por escola. Os
cinco parlamentares daquela força política pretendem números sobre os
docentes que estão de baixa médica de longa duração e quantos têm
doenças crónicas que o justifiquem.De
acordo com uma nota de imprensa, no requerimento, interroga-se ainda o
Governo dos Açores sobre “quantos professores, do total de baixa
atualmente, pertencem a um quadro de ilha, mas estão a dar aulas noutro
quadro de ilha/escola”.No caso dos
assistentes operacionais, o grupo parlamentar quer apurar quantos
apresentaram baixa médica no início do ano letivo, quantos se mantêm
atualmente em casa e quantos destes têm doença crónica que justifique a
interrupção temporária para o trabalho.Os
deputados interrogam também o executivo açoriano sobre se têm sido
detetados casos de baixas fraudulentas de professores e assistentes
operacionais nas escolas dos Açores e quantas foram descobertas nos
últimos cinco anos.O Chega/Açores quer aferir números e encontrar causas para situações recorrentes de baixas médicas no setor da educação.“Todos
os anos, no início do ano letivo, há professores que apresentam baixa
médica para não se apresentarem ao serviço. Todos os anos acontece o
mesmo com os assistentes operacionais. As nossas escolas assim não
conseguem funcionar como deve ser e quem sofre são os nossos filhos que
ficam semanas e meses sem professores”, afirma o líder parlamentar do
Chega, José Pacheco, citado na nota de imprensa.O partido quer mais fiscalização, referindo que “há médicos que passam baixas por telefone”.