Chega/Açores quer saber quantas casas integram o parque habitacional da região
29 de jun. de 2024, 10:16
— Lusa
Num requerimento enviado
ao executivo açoriano através do parlamento regional, o partido também
questiona se nas habitações que são propriedade da região “existem
situações de rendas em atraso”.O
Chega/Açores pretende ainda saber, entre outras situações, “quantas
habitações propriedade da região estão desocupadas” e o respetivo
detalhe por ilha e por concelho.“Quantas
famílias têm pedido feito ou se encontram em lista de espera para uma
habitação social? O Governo Regional tem conhecimento de habitações,
propriedade da região, que tenham sido ocupadas clandestinamente?”, é
igualmente perguntado no requerimento.Em
comunicado hoje divulgado, o Chega/Açores considera que a falta de
habitação no arquipélago é “gritante”, uma vez que “muitas famílias
deparam-se com preços exorbitantes de arrendamento ou com a falta de
capacidade financeira para recorrer ao crédito”. No
entanto, refere, “há habitações que são propriedade da região - e das
autarquias - que têm rendas praticamente irrisórias” e, apesar das
rendas baixas, há muitas famílias que continuam sem as pagar.O
líder parlamentar do Chega nos Açores, José Pacheco, citado na nota,
defende a realização de um retrato do parque habitacional da região,
“para se saber o que existe e quem está a usufruir dessas habitações”.“Há
muitas famílias, supostamente carenciadas, que vivem em casas da região
e beneficiam de rendas baixíssimas. Estas pessoas já recebem todo o
tipo de apoios e ainda pagam rendas irrisórias, quando há casais que
trabalham e que não conseguem ter uma habitação condigna”, alertou.Para
o partido, o parque habitacional da Região Autónoma dos Açores “também
tem de dar resposta às famílias que trabalham e não apenas às famílias
carenciadas”, pois são elas o “motor” da economia.