Chega/Açores quer saber dimensão do teletrabalho na administração regional

Hoje 15:52 — Lusa/AO Online

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, os deputados da bancada do Chega/Açores, citados em nota de imprensa, referem que pretendem conhecer a verdadeira dimensão do teletrabalho na administração pública regional.Querem também apurar que mecanismos existem para controlar a produtividade, a assiduidade e a disponibilidade dos trabalhadores que exercem funções à distância.Os deputados recordam que “o teletrabalho surgiu de forma generalizada como resposta excecional à pandemia, mas acabou por permanecer em vários serviços da administração regional, transformando-se numa modalidade corrente de organização do trabalho”.Citado na nota de imprensa, o deputado Francisco Lima considera que “o problema não está no teletrabalho em si, mas na falta de regras claras, acompanhamento e prestação de contas”.“O teletrabalho pode ser uma ferramenta útil quando é devidamente justificado, acompanhado e não prejudica o serviço. O que não pode acontecer é transformar-se numa situação sem controlo, enquanto os cidadãos esperam meses por respostas e não conseguem contactar os técnicos responsáveis pelos seus processos”, afirma o parlamentar.O Chega/Açores refere “queixas de cidadãos e empresas sobre dificuldades no contacto com alguns serviços regionais, atrasos na tramitação de processos, falta de resposta a chamadas telefónicas e e-mails e impossibilidade de contacto presencial com técnicos, sendo frequentemente invocado o facto de estes se encontrarem em teletrabalho”.Francisco Lima sublinha que a existência de teletrabalho “não pode servir de justificação para a degradação da qualidade do atendimento público”, defendendo mecanismos de controlo de produtividade e assiduidade para esta modalidade de trabalho.