Chega/Açores quer debate de urgência sobre Hospital de Ponta Delgada
30 de jan. de 2025, 16:47
— Lusa/AO Online
O
hospital de Ponta Delgada, foi afetado por um
incêndio a 04 de maio de 2024, que obrigou à transferência de todos os
doentes internados para outras unidades de saúde, incluindo para fora da
região.Entretanto, o executivo dos Açores
instalou um hospital modular para garantir a transição até à
requalificação estrutural do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES),
na ilha de São Miguel.Para os deputados do
Chega/Açores no parlamento açoriano, "é necessário esclarecer toda a
situação envolvendo as decisões tomadas após o incêndio" que deflagrou
no HDES, que levaram à instalação do hospital modular.Citado
numa nota de imprensa enviada hoje às redações, o líder parlamentar do
Chega, José Pacheco, justifica que a instalação do hospital modular "foi
criticada, em comissão parlamentar, por um membro da anterior
administração do HDES, que afirmou que em agosto era possível ter o
hospital a funcionar tal como antes do incêndio".“Não
podemos andar a brincar com um assunto tão sério", aponta o deputado,
denunciando que foram canceladas consultas, exames e "adiados
diagnósticos" médicos, porque, "supostamente, o hospital precisava de
obras e não era fácil recuperar os danos". Para
o parlamentar “também é muito grave" avançar para uma solução modular
sem discutir a opção com o conselho de administração do maior hospital
dos Açores e que tal "tenha sido, aparentemente, imposto pela direção
clínica e pela tutela". "E, não nos
podemos esquecer que a direção clínica era liderada pela atual
presidente do conselho de administração. Há muita coisa que precisa de
ser bem esclarecida”, defende José Pacheco.O
Chega/Açores sustenta que "está em causa a saúde dos açorianos",
questionando os "milhões de euros" gastos no hospital modular e no seu
equipamento. "É preciso esclarecer tudo isto”, vinca José Pacheco.