Chega/Açores quer dados sobre respostas públicas ao autismo
Hoje 15:37
— Lusa/AO Online
Segundo
o partido, o grupo parlamentar entregou um requerimento à Assembleia
Legislativa Regional, solicitando ao Governo dos Açores informação detalhada, discriminada por ilha, sobre o número de pessoas
diagnosticadas com PEA, o tempo médio de espera para diagnóstico, o
rácio entre utentes e profissionais especializados disponíveis, as
listas de espera para terapias e o investimento público nesta área ao
longo dos últimos cinco anos.Em nota de
imprensa, o Chega/Açores alerta que “quem sofre com Perturbação do
Espetro do Autismo continua a enfrentar, na Região, algumas dificuldades
no acesso a consultas especializadas, terapias e apoio escolar
adequado, agravadas devido à dispersão geográfica do arquipélago”.De acordo com os deputados, estas dificuldades têm sido reportadas por diversas famílias açorianas.Através
do requerimento, os deputados pretendem ainda saber se o executivo
regional dispõe de uma estratégia ou plano específico para o autismo e
quais as medidas concretas previstas para a atual legislatura, com
especial enfoque no reforço do diagnóstico precoce, na redução das
listas de espera e na melhoria da inclusão das pessoas com PEA em todas
as ilhas dos Açores.Para o líder
parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado na mesma nota, “o
autismo não pode continuar a ser uma realidade invisível nas políticas
públicas dos Açores"."Por detrás das
estatísticas existem crianças que não foram diagnosticadas a tempo,
jovens sem respostas para a vida adulta e famílias que carregam sozinhas
um peso que deveria ser partilhado por toda a sociedade", aponta o
deputado, que é também líder regional do Chega.O
líder parlamentar defende que a igualdade de oportunidades no acesso ao
diagnóstico e acompanhamento especializado deve ser garantida em todas
as ilhas.“Uma sociedade que se diz
inclusiva tem de o provar na prática — garantindo que uma criança
nascida no Corvo tem as mesmas oportunidades de diagnóstico precoce e
acompanhamento especializado que uma criança nascida em Ponta Delgada.
Enquanto essa igualdade não for real, o trabalho do Chega/Açores nesta
matéria não terá terminado”, sublinha José Pacheco.