Chega/Açores quer conhecer impacto da saída de trabalhadores imigrantes após regularização
Hoje 17:20
— Lusa/AO Online
Segundo o partido, a falta
de mão-de-obra nos Açores tem levado "muitas empresas" da região,
principalmente nos setores da construção civil e turismo, a recorrer ao
recrutamento de imigrantes, assumindo “os custos com os processos de
contratação, regularização e formação dos trabalhadores”.Contudo,
o Chega alerta que existem queixas de “muitos empresários” porque
“alguns destes trabalhadores, assim que conseguem regularizar a sua
situação nos Açores, abandonam a região à procura de melhores condições
noutros países da Europa”. “Uma situação
que acarreta prejuízos quer para a região, quer para os empresários que
ficam incapacitados de cumprir com prazos e compromissos assumidos com
clientes”, denuncia o partido, em nota de imprensa.Por
isso, o Chega enviou à Assembleia Legislativa Regional um requerimento,
questionando se o Governo Regional conhece "este fenómeno e a sua
verdadeira dimensão".Os deputados do Chega
no parlamento açoriano pretendem ainda obter dados oficiais sobre "esta
situação e em que setores e ilhas tem vindo a ser mais problemática". Os
parlamentares querem também saber quantos imigrantes já chegaram aos
Açores com contrato de trabalho nos últimos cinco anos, quantos destes
abandonaram a região e que tipo de formação fazem quando chegam ou antes
mesmo de chegarem aos Açores. No
requerimento, os parlamentares questionam ainda que medidas têm sido
adotadas para promover a integração e a permanência destes trabalhadores
nos Açores e que articulação existe entre o Governo Regional, as
entidades empregadoras e as autoridades competentes em matéria de
imigração, para "proteger as empresas que investem no recrutamento
internacional".O requerimento pergunta
ainda se o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) pondera propor alterações
legislativas ou estabelecer protocolos com o Governo da República que
"reforcem a eficácia dos processos de recrutamento internacional e
reduzam o abandono precoce dos trabalhadores imigrantes com contrato de
trabalho celebrados nos Açores".O líder
parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, afirma que “não basta
facilitar a entrada de trabalhadores imigrantes", defendendo que são
necessários "mecanismos que garantam que os profissionais recrutados
permanecem na região durante o período para o qual foram contratados". Citado na nota, José Pacheco afirma que "esta situação não pode ser ignorada".“Ficam
sem o trabalhador, ficam sem o dinheiro que gastaram para regularizar a
situação do trabalhador e ficam sem mais trabalho porque deixam de ter,
novamente, mão-de-obra para trabalhar. Assim não há empresas que
aguentem”, aponta.