Chega/Açores quer conhecer estudos que determinam fecho de acesso a porto na Terceira
22 de fev. de 2026, 20:31
— Lusa
O grupo parlamentar do Chega nos Açores enviou um requerimento ao executivo, através da Assembleia Legislativa Regional, para que os deputados conheçam os pareceres técnicos, relatórios ou avaliações, que fundamentam a decisão de encerrar o acesso ao porto de Vila Nova, uma medida anunciada pela Direção Regional das Pescas, indicou o partido em comunicado.Os deputados regionais do Chega consideraram que este porto da ilha Terceira “tem grande importância para a pesca local, não só para as embarcações que ali operam, mas também porque serve de porto de abrigo em caso de mau tempo”.“Sendo que as fissuras na via de acesso e a instabilidade do talude foram a justificação para o encerramento do acesso, os parlamentares questionam sobre os riscos concretos identificados para pessoas, viaturas e infraestruturas, bem como [sobre] o nível de risco considerado pelos técnicos responsáveis”, acrescentou o partido na mesma nota.Também perguntam ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) se existe “alguma solução técnica identificada para a estabilização do talude ou resolução definitiva do problema” e, no caso de existir, qual o custo estimado da intervenção e o respetivo prazo.O Chega/Açores referiu no requerimento que armadores e pescadores “dão conta que os problemas agora anunciados para encerrar aquele porto de pesca remontam a 2015”, pretendendo saber quais as medidas adotadas pelo Governo Regional até à presente data, para monitorização, mitigação ou resolução da instabilidade identificada.O deputado Francisco Lima, citado na nota, considerou que o anúncio do fecho do acesso rodoviário ao porto de pesca de Vila Nova “é mais uma machadada na pesca dos Açores”.“O Chega sempre denunciou que este Governo Regional - com as medidas que tem imposto no setor -, quer acabar com a pesca na região”, referiu.O parlamentar lembrou que o presidente do Governo Regional, o social-democrata José Manuel Bolieiro, “já tinha anunciado que quer que os Açores passem de uma indústria extrativa para uma indústria contemplativa, mas esquece-se que há muitas famílias a viver da pesca nos Açores e que estão a ficar sem forma de sustento”.Francisco Lima garantiu que o partido “não vai abandonar os pescadores e vai estar sempre do lado daqueles que trabalham e que lutam diariamente para pôr pão na mesa”.“O Governo Regional não pode simplesmente empurrar essas pessoas para o desemprego ou para o RSI [Rendimento Social de Inserção]. A pesca não pode acabar nos Açores”, concluiu.