Chega/Açores quer conhecer custos do ‘handling’ da SATA
6 de mar. de 2026, 16:20
— Lusa/AO Online
Num requerimento
entregue no parlamento dos Açores, os deputados referem que o ‘handling’
– conjunto de serviços de assistência em escala prestados a uma
aeronave, passageiros, bagagens e carga enquanto o avião está no solo -
“é um elemento fundamental para o funcionamento dos aeroportos da região
e para a própria operação das companhias aéreas que servem os Açores”.No
quadro da reestruturação do Grupo SATA, o serviço vai ser privatizado, a
par da Azores Airlines, que faz as ligações de e para fora do
arquipélago.Segundo uma nota de imprensa,
os deputados regionais do Chega querem saber o custo anual do ‘handling’
assegurado pela SATA nos últimos cinco anos, discriminado por
aeroportos da região, bem como os resultados operacionais dessa
atividade durante o mesmo período. Os
deputados pedem ainda dados sobre o número de trabalhadores afetos ao
setor, os investimentos realizados e o custo médio do ‘handling’ por
operação aérea nos aeroportos açorianos. O
partido quer também saber “qual será o enquadramento futuro desta
atividade no contexto da privatização da Azores Airlines, nomeadamente
se o ‘handling’ permanecerá na esfera pública, se será integrado no
processo de privatização ou se poderá vir a ser concessionado a
entidades privadas”.“Os deputados querem
ainda saber que impacto financeiro poderá ter para a região uma eventual
separação ou concessão desta atividade, bem como se existe algum estudo
económico que avalie a sustentabilidade do ‘handling’ da SATA após a
privatização da companhia aérea”, refere-se na nota de imprensa.Os
parlamentares questionam ainda se estão salvaguardados os postos de
trabalho atualmente existentes nesta área e sobre as medidas que o
Governo Regional pretende adotar para “evitar aumentos de custos que
possam comprometer a competitividade do transporte aéreo nos Açores”.Para
o partido, é “indispensável garantir total transparência sobre os
custos desta atividade, a sua sustentabilidade financeira e as
consequências futuras para o transporte aéreo na região”.