Chega/Açores quer combate à corrupção ensinado nas escolas
15 de jul. de 2022, 09:52
— Lusa/AO Online
“Isto
resolve-se, tendo boa formação cívica. Em vez de andarem preocupados
com os LGBTs [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero] e com as
bandeiras ‘multicolour’, comecem nas escolas a falar de corrupção e de
boas práticas. Isto é que se deve falar nas escolas”, adiantou, em
declarações à Lusa, o líder do Chega/Açores e deputado regional, José
Pacheco, no final de uma visita de três dias à ilha Terceira.O
deputado do Chega, que visitou hoje as futuras instalações do Gabinete
de Prevenção da Corrupção e da Transparência dos Açores, salientou que
há uma diferença entre “legalidade” e “moralidade”, alegando que o facto
de algo ser legal não invalida que possa ser “imoral” ou representar
“falta de ética”.Questionado sobre como se garante o cumprimento da moralidade e da ética, José Pacheco disse que é preciso apostar na prevenção.“Em
vez de os professores, mal formados, andarem a mostrar os filmezinhos
do não sei quê, comecem a falar daquilo que é importante. Chamem o
gabinete anticorrupção para ir à escola falar das coisas, porque as
crianças, se forem bem educadas, não só se vão educar a si próprias no
futuro, como adultos, como vão educar os pais”, afirmou.O
deputado único do Chega nos Açores considerou que o gabinete deve
apostar mais na prevenção, alegando que é a sua “melhor arma”.“A
legislação não nos permite fazer muito mais do que isto, ou seja, tudo o
que for aqui apurado é encaminhado aos tribunais, mas os prazos podem
prescrever e o trabalho deles não serviu para nada”, frisou.José
Pacheco admitiu que as futuras instalações do Gabinete de Prevenção da
Corrupção e da Transparência são “muito melhores” do que as atuais, mas
defendeu um reforço de meios humanos, para dar resposta à dispersão
geográfica do arquipélago.“É preciso um
reforço, é sempre preciso um reforço de meios. As instalações já
começámos, ótimo. Era uma vergonha aquilo da maneira que estava. Neste
momento, penso que temos aqui a umas instalações simpáticas para
trabalhar e que dão alguma privacidade”, apontou.Criado
em 2020, o Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência dos
Açores, com sede na ilha Terceira, conta atualmente com 12 inspetores e
abriu um processo de recrutamento de mais dois.