Chega/Açores propõe tarifa aérea nacional e interilhas para turistas do continente
Hoje 10:12
— Lusa/AO Online
“Se falamos em continuidade
territorial, também não nos podemos esquecer que aqui [nos Açores]
também é Portugal. Quem vive no continente também tem o direito de cá
vir”, afirmou o líder parlamentar do partido, José Pacheco, citado numa
nota de imprensa.O também presidente do
Chega açoriano adiantou que o partido vai apresentar uma anteproposta
“para que os cidadãos portugueses se possam deslocar aos Açores com uma
tarifa mais justa, mais apetecível”.Segundo
José Pacheco, “com os preços exorbitantes das passagens aéreas,
facilmente um turista escolhe outro destino onde o preço da passagem
seja mais barato”.Após uma reunião no
Núcleo de Empresários da Lagoa - NELAG, na ilha de São Miguel, onde
também foram debatidas as dificuldades dos empresários do turismo no
concelho, o líder parlamentar do Chega atribuiu o elevado preço das
passagens aéreas para os Açores, “não só, mas também devido à saída da
Ryanair”.Além disso, acrescentou, os
turistas que chegam às ilhas maiores, “não conseguem, depois, a preços
mais justos, visitar outras ilhas”.José Pacheco lembrou ainda que o turismo do continente português foi durante muitos anos o maior mercado emissor dos Açores.“A
tarifa nacional tem de começar a ser aplicada já, para colmatar este
decréscimo no turismo que temos sentido. Com o preço de uma passagem
para os Açores, um continental facilmente escolhe outro destino pelo
mesmo preço e com tudo incluído. Temos de travar isso já”, afirmou.O
parlamentar defendeu também que deve ser aplicada uma tarifa interilhas
para os turistas, “para que possam visitar outras ilhas a preço mais
acessível, ajudando a economia regional e o setor, em ilhas para onde
não existem voos diretos”.“Por isso,
precisamos da reestruturação da SATA, para que haja mais aviões, mais
voos, porque da maneira que está é uma vergonha. Temos duas soluções:
uma tarifa nacional para portugueses e uma tarifa interilhas que seja
apetecível ao turista”, acrescentou.No
encontro no NELAG, os deputados José Pacheco e Olivéria Santos
defenderam também a necessidade de uma “estratégia forte” para o turismo
açoriano.“Têm de ser os empresários, que
conhecem o setor, que devem estar por dentro da estratégia turística e
não o Governo [Regional]. A responsabilidade deve ser passada para as
mãos dos empresários, como na Madeira, onde também investem na
promoção”, afirmou José Pacheco.A posição
do partido surge quase cinco meses após a companhia aérea de baixo custo
Ryanair ter abandonado a operação nos Açores, devido às “elevadas taxas
aeroportuárias” e à “inação” do Governo português, como foi justificado
na altura. A Ryanair era a única ‘low-cost’ com uma operação regular direta entre o continente português e as ilhas.