Chega/Açores pede esclarecimentos urgentes ao Governo Regional sobre apoios aos agricultores
Hoje 10:36
— Lusa/AO Online
O
grupo parlamentar do Chega questionou o executivo açoriano através de
um requerimento submetido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma
dos Açores, segundo um comunicado do partido.A
iniciativa “surge num contexto particularmente difícil para o setor
agrícola regional, marcado pelo aumento significativo dos custos de
produção, nomeadamente combustíveis, energia, fertilizantes e rações,
agravado pelas consequências económicas da guerra na Ucrânia”,
justificou.Paralelamente, verifica-se “uma
queda acentuada dos preços pagos à produção, com destaque para o leite e
a carne, colocando muitas explorações agrícolas numa situação de grande
fragilidade financeira”.O Chega/Açores
lembra que o Orçamento do Estado para 2026 prevê uma dotação destinada a
apoiar os agricultores açorianos, “tendo sido publicamente referido um
compromisso no valor de 23 milhões de euros”.No
entanto, salienta, “persistem dúvidas quanto à efetiva transferência
destas verbas para a região e à sua concretização junto dos produtores”.Os
parlamentares pretendem saber se os montantes previstos já foram
transferidos, em que termos e qual o calendário para o pagamento aos
agricultores e “se o recente anúncio de um apoio de até três milhões de
euros corresponde à execução parcial desse compromisso ou se se trata de
uma medida distinta e insuficiente face às necessidades do setor”.O
Chega/Açores também pede esclarecimentos ao Governo Regional, liderado
pelo social-democrata José Manuel Boleiro, sobre o pagamento dos rateios
do POSEI (Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento
e à Insularidade das regiões ultraperiféricas).O
partido questiona se o apoio assegurado em 2025 “constituiu uma medida
estrutural ou apenas uma decisão pontual de caráter eleitoral”, exigindo
garantias quanto à continuidade deste mecanismo considerado
“fundamental para a sustentabilidade” da agricultura açoriana.O
deputado Francisco Lima, citado na nota, afirma que “a ausência de
respostas claras e de medidas concretas pode agravar ainda mais a
situação de um setor estratégico para a economia regional, colocando em
risco a viabilidade de muitas explorações e o futuro da produção
agrícola nos Açores”.