Chega/Açores pede esclarecimentos sobre rentabilidade das rotas da Azores Airlines e avião "parado"
8 de mar. de 2026, 12:40
— Lusa
Num dos requerimentos, o grupo parlamentar do Chega/Açores solicita ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) informação detalhada sobre a rentabilidade de todas as rotas actualmente operadas pela Azores Airlines, do grupo SATA, com origem ou destino nos Açores para o exterior do arquipélago.De acordo com uma nota divulgada pelo partido, os parlamentares pretendem conhecer a rentabilidade individual de cada rota nos últimos três anos, nomeadamente ao nível das receitas totais geradas, custos operacionais diretos e resultado líquido da rota (lucro ou prejuízo).Questionam também qual tem sido a taxa média de ocupação de cada rota operada pela Azores Airlines e quais as rotas que registaram resultados negativos e qual o valor do prejuízo anual associado a cada uma, informa o partido, na nota.Os deputados pedem igualmente esclarecimentos sobre os critérios económicos e estratégicos utilizados, quer pelo accionista maioritário da companhia — o Governo Regional — quer pela administração da empresa, para a abertura de novas rotas internacionais e questionam se existem estudos de viabilidade económica realizados previamente à abertura das mesmas.Por outro lado, os parlamentares pretendem saber qual o impacto estimado, em termos de resultados operacionais, das novas rotas já anunciadas ou em estudo.Para o Chega, "é essencial garantir a transparência relativamente ao desempenho económico de cada rota" operada pela Azores Airlines, de forma a avaliar se determinadas ligações "são sustentáveis ou se estão a gerar prejuízos estruturais suportados pelos contribuintes açorianos".Num segundo requerimento, os deputados do Chega/Açores questionam a permanência prolongada de um Airbus da Azores Airlines, com a designação “Magical”, no aeroporto de Toulouse, em França, "sem qualquer explicação aos açorianos e sem se saber os encargos financeiros que essa situação possa trazer para a empresa, já de si em dificuldades".De acordo com o grupo parlamentar, a situação “levanta sérias dúvidas sobre a gestão” da transportadora, tendo em conta "os elevados encargos financeiros associados à frota da SATA e os sucessivos problemas financeiros do grupo" açoriano de aviação.Os parlamentares querem saber desde quando a aeronave está parada em Toulouse e quais as razões técnicas, operacionais ou estratégicas que justificam essa situação e se o avião está sujeito a manutenção pesada, reparações técnicas ou inspeções estruturais.Os deputados pedem ainda esclarecimentos sobre os custos associados ao período em que a aeronave está parada, incluindo encargos de estacionamento, manutenção e eventuais custos de leasing, bem como sobre o impacto da indisponibilidade da aeronave na operação da Azores Airlines.Para o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado na nota, “é essencial que exista transparência na gestão da frota da companhia aérea regional, sobretudo numa empresa que tem sido sucessivamente suportada com recursos públicos”.“Não podemos ter aviões da SATA parados no estrangeiro sem que se saiba exatamente o que está a acontecer”, sublinha José Pacheco.O partido defende que a gestão da frota da transportadora aérea regional deve ser acompanhada com “total transparência”, sublinhando “a importância estratégica da companhia para a mobilidade dos açorianos e para a ligação da região ao exterior”.