Chega/Açores pede esclarecimentos sobre mercado de trabalho regional

Hoje 15:34 — Lusa/AO Online

Numa nota, o partido adianta que entregou esta semana na Assembleia Legislativa Regional um requerimento dirigido ao executivo a solicitar esclarecimentos detalhados sobre o emprego e o desemprego.O requerimento surge na sequência da divulgação dos dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) referentes ao segundo trimestre de 2026, que apontam para uma taxa de desemprego de 5% e para “um máximo histórico da população empregada, com cerca de 122,1 mil trabalhadores”.Apesar destes indicadores, o grupo parlamentar considera que os números revelam “uma realidade preocupante” e sublinha que a taxa de desemprego “aumentou 1,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, existindo atualmente cerca de 6.500 desempregados na região”.Para o Chega, “esta evolução evidencia uma contradição que não pode ser ignorada". "Por um lado, existem milhares de açorianos sem emprego, mas, por outro, vários setores económicos continuam a denunciar uma grave falta de mão-de-obra, recorrendo, em muitos casos, à contratação de trabalhadores estrangeiros”, alertam os deputados, que consideram fundamental perceber as causas da situação.O requerimento pretende também apurar a qualidade do emprego existente nos Açores, ao nível da estabilidade contratual, dos salários praticados, da precariedade laboral e da distribuição dos postos de trabalho pelos diferentes setores de atividade.São solicitados dados concretos sobre a distribuição do emprego e do desemprego por ilha, idade, habilitações e setores económicos, bem como informações sobre ofertas de trabalho não preenchidas, programas de formação profissional e a integração dos formandos no mercado de trabalho.O Chega questiona ainda o Governo Regional sobre o impacto da contratação de mão-de-obra estrangeira e sobre as medidas existentes para garantir que os açorianos têm prioridade no acesso ao emprego disponível.Para o líder parlamentar, os dados divulgados pelo SREA justificam “uma reflexão profunda” para se “perceber o que se passa no mercado de trabalho regional”, já que “o aumento do número de pessoas empregadas não significa, por si só, uma melhoria real das condições de vida dos açorianos”.“Não compreendemos como há tantos empresários aflitos por falta de mão-de-obra nas suas empresas, quando existem ainda tantos cidadãos desempregados. Isso precisa ser esclarecido", sustenta José Pacheco, citado na nota.