Chega/Açores pede esclarecimentos sobre a segurança dos trilhos da região

Hoje 16:15 — Lusa/AO Online

Num requerimento que deu entrada no parlamento regional, os parlamentares solicitam informação sobre o investimento realizado nos últimos cinco anos na manutenção e melhoria da segurança dos trilhos, as inspeções efetuadas, os critérios técnicos exigidos para a homologação, os processos atualmente em curso e os montantes previstos para os anos de 2026 e 2027.Segundo uma nota de imprensa do partido, os deputados do Chega/Açores pretendem também saber quantos trilhos existem atualmente na região, quantos estão homologados e quantos permanecem sem homologação. No requerimento é igualmente questionado se existe um levantamento atualizado dos trilhos não homologados que continuam a ser utilizados regularmente por residentes e turistas.Por outro lado, o Chega pretende saber quantos acidentes e operações de resgate ocorreram nos últimos cinco anos, em trilhos homologados e em trilhos não homologados, e questiona a existência de zonas sem cobertura de comunicações que possam dificultar a operação dos meios de socorro em caso de emergência.O líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado na nota de imprensa do partido, sublinha que os Açores são “um destino de referência para o turismo de natureza” e recebem “anualmente milhares de visitantes, pelo que a segurança dos trilhos deve constituir uma prioridade absoluta das entidades públicas”.Para o partido, a segurança dos utilizadores, a correta manutenção dos percursos, a sinalização adequada, zonas de escape, marcos de localização e acessos para equipas de emergência são matérias que exigem respostas concretas por parte do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM). “Alertar para os riscos não basta. É necessário conhecer a dimensão do problema, identificar eventuais falhas na gestão da rede de trilhos e garantir que existem condições para proteger quem vive nos Açores e quem nos visita”, alerta ainda o líder do grupo parlamentar, que entende que “se existem percursos amplamente utilizados que permanecem sem homologação, importa compreender se tal resulta de limitações técnicas, insuficiência de investimento ou atrasos administrativos”.