Chega/Açores pede esclarecimentos ao Governo sobre alojamento para sem-abrigo
Hoje 10:20
— Lusa/AO Online
O
anúncio da cedência de um terreno da Câmara Municipal de Ponta Delgada
ao Governo Regional para a construção de um alojamento de transição para
pessoas em situação de sem-abrigo, na freguesia dos Arrifes, "gerou
apreensão entre a população local e motivou forte contestação do Chega
no executivo municipal", segundo adianta o partido, em nota de imprensa.O
Chega/Açores adianta que os deputados do partido enviaram um
requerimento à Assembleia Legislativa Regional, pedindo esclarecimentos
detalhados sobre o projeto e o funcionamento do alojamento.No
documento já entregue na Assembleia Legislativa Regional, o Chega
pretende obter um diagnóstico atualizado do número de pessoas em
situação de sem-abrigo, principalmente no concelho de Ponta Delgada, na
ilha de São Miguel.Os parlamentares
questionam ainda a capacidade prevista para a futura estrutura, a
instalar na freguesia dos Arrifes, o custo total estimado do projeto e a
fonte de financiamento. Os deputados
querem também saber qual o prazo previsto para início e conclusão da
obra e quem ficará responsável pela gestão e funcionamento do alojamento
de transição.Outra das preocupações
prende-se com a gestão e funcionamento do alojamento, incluindo as
equipas técnicas e o acompanhamento dos utentes.Segundo
a nota divulgada, o partido quer saber quais serão os critérios de
admissão, permanência e saída, e se existe um plano estruturado de
reinserção social e profissional.No mesmo requerimento são também abordadas questões relacionadas com a segurança da população dos Arrifes.O
Chega pretende também saber se a junta de freguesia e os residentes
foram ouvidos no processo de decisão de instalação daquela
infraestrutura na freguesia dos Arrifes.“O
Governo Regional prevê a criação de estruturas semelhantes noutras
ilhas ou concelhos da Região?”, questionam ainda os parlamentares.Para
o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, “o combate ao
fenómeno dos sem-abrigo exige respostas sérias, estruturadas e
transparentes”, defendendo que “é necessário garantir acompanhamento,
regras, segurança e resultados concretos”.Segundo
o partido, José Pacheco, que é também líder regional do Chega, entende
que "é necessário haver uma avaliação constante do sucesso – ou não - da
medida e garantir que a comunidade onde esta infraestrutura vai ser
construída não se ressente com estes novos habitantes, tal como já
aconteceu noutras localidades".