Chega/Açores pede conclusão de obras em estrada na ilha Terceira encerrada desde 2024

6 de nov. de 2025, 16:30 — Lusa

No segundo dia das jornadas parlamentares que decorrem na ilha Terceira, os deputados do Chega/Açores visitaram as obras da estrada que liga as freguesias do Raminho e da Serreta, no concelho de Angra do Heroísmo, que está interdita à circulação rodoviária desde o dia 14 de janeiro de 2024, devido a uma derrocada provocada por um sismo de 4,5 na escala de Richter, inserido na crise sismovulcânica em curso na ilha desde junho de 2022.No dia 20 de fevereiro deste ano, o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) informou que a obra de estabilização do talude tinha sido adjudicada por 2,3 milhões de euros, com IVA incluído, com uma extensão de 500 metros, para “resolver definitivamente a instabilidade do talude, criando um novo sistema de drenagem e aumentando a segurança da via”.Com um prazo de execução de 180 dias, a empreitada “consistirá na regularização do talude de escavação, com a criação de banquetas, e na execução de uma barreira de proteção e muro de suporte na base do talude, além da implementação de um novo sistema de drenagem e da repavimentação do troço”, adiantou.Hoje, os parlamentares do Chega açorianos lembraram em comunicado que foram elaborados vários requerimentos sobre a estrada e apresentado um projeto de resolução que propunha uma alternativa, “sem os constrangimentos de circulação que se sentem atualmente”.O partido salientou que mantém o seu papel fiscalizador da atuação do Governo Regional e concluiu que “os prazos de execução da obra não estão a ser cumpridos”.“Compreendemos que é uma obra complexa, mas o Governo Regional tem de zelar para o cumprimento dos prazos, porque estamos a falar de muitos milhões de euros para os contribuintes”, afirmou o parlamentar Francisco Lima citado na nota.Depois de referir que o partido nunca foi a favor da solução atual, uma vez que a obra está a ser feita, “há que acelerar o processo” com vista à sua conclusão.“A solução que apresentámos era para se fazer um caminho alternativo paralelo. Na prática, estão a fazer o que o Chega defendeu, mas com muitos mais custos. Dissemos que era possível um caminho paralelo e a montanha ficava como estava, mas não foi isso que foi feito. Já que encontraram uma solução, ao menos que cumpram os prazos e que as coisas avancem para que haja uma conclusão, porque as pessoas têm de transitar entre as duas freguesias”, sustentou Francisco Lima.O atraso na reabertura da estrada principal entre Raminho e Serreta tem motivado críticas de partidos políticos, autarquias e empresários e do Conselho de Ilha da Terceira.