Chega/Açores exige medidas urgentes face à subida dos combustíveis
Hoje 12:07
— Lusa/AO Online
Numa nota de imprensa, o partido
lembra que o preço dos combustíveis continua a subir, referindo que
“quem paga a fatura são sempre os mesmos - agricultores e pescadores" - e
sublinhando que estes profissionais, essenciais para garantir o
abastecimento alimentar nos Açores, estão a ser “sufocados por custos
cada vez mais incomportáveis”."Aqueles que
trabalham todos os dias para pôr comida na mesa dos açorianos estão a
ser sufocados por custos cada vez mais incomportáveis", alerta a
estrutura, que enviou um requerimento ao Governo Regional através do
parlamento açoriano.No requerimento,
exigem-se "respostas imediatas" ao Governo Regional sobre "o impacto
brutal do aumento dos combustíveis nos setores produtivos da região", no
contexto da guerra no Médio Oriente.O
partido questiona se o executivo pretende avançar com apoios diretos a
"quem está a ser esmagado" pelos custos, "se vai ou não reduzir a carga
fiscal sobre os combustíveis e se vai ou não criar mecanismos para
travar esta escalada de preços"."Num
território como os Açores, onde tudo depende do transporte e da energia,
este aumento não é apenas mais uma dificuldade — é um golpe direto na
sobrevivência de muitas explorações agrícolas e atividades piscatórias",
alerta.Para o Chega/Açores, é inaceitável
não haver soluções concretas num cenário em que os custos de produção
disparam e a margem de quem produz desaparece.“Sem
medidas urgentes, o que está em causa não é apenas o rendimento de
agricultores e pescadores — é a própria produção regional, a nossa
autonomia alimentar e o futuro económico dos Açores”, sustenta o líder
parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco.Citado
na nota, o também líder do Chega/Açores vinca que “os açorianos não
vivem de promessas — vivem do seu trabalho”, atualmente “em risco".O partido garante que continuará "a denunciar esta situação e a exigir medidas concretas, antes que seja tarde demais".Esta
semana, o Governo Regional anunciou que a redução do Imposto sobre os
Produtos Petrolíferos (ISP) nos Açores vai traduzir-se num aumento de
6,9 cêntimos na gasolina e 12 cêntimos no gasóleo a partir de 01 de
abril.“No plano nacional, até hoje, a
gasolina sem chumbo já aumentou 24,9 cêntimos e o gasóleo simples 46,9
cêntimos. Aquilo que estamos a estimar com a redução que vamos fazer do
ISP nos Açores é que os combustíveis possam subir no caso da gasolina
cerca de 6,9 cêntimos e no gasóleo 12 cêntimos”, disse o secretário das
Finanças.Segundo Duarte Freitas, a redução
do ISP demonstra que o Governo Regional tem “disponibilidade” e
“capacidade” para “conter o aumento dos combustíveis” devido ao conflito
no Médio Oriente.“Os aumentos que os
açorianos vão enfrentar no dia 01 de abril, por via da redução que o
Governo dos Açores faz do ISP, serão cerca de um quarto daqueles
aumentos que aconteceram a nível nacional”, comparou, revelando que a
redução do ISP vai custar cerca de três milhões de euros à região.Nos Açores, os preços dos combustíveis são atualizados mensalmente.Os
preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de
grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão,
em 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento
da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.O
Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os
países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima
fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de
petróleo e gás.