Chega/Açores exige mais celeridade na reconstrução do hospital de Ponta Delgada
15 de jul. de 2025, 10:10
— Lusa/AO Online
“Já
vamos com um ano de atraso. Estas coisas merecem mais velocidade, mais
agilidade. Caso contrário, não teremos um hospital de futuro. Teremos um
hospital no futuro. Num futuro de cinco, 10 ou 15 anos”, criticou José
Pacheco.O líder regional do Chega falava
após uma visita ao serviço de hemodiálise do Hospital Divino Espírito
Santo (HDES), de Ponta Delgada, unidade que sofreu um incêndio a 4 de
maio de 2024.José Pacheco afirmou que os
planos funcionais para projetar as obras do HDES “ainda estão a
decorrer” e insistiu nas críticas ao hospital modular, uma “solução
transitória e para pouco tempo”, construído na sequência do incêndio.“Se
continuarmos neste marcar de passo, acho que o modular vai apodrecer e
as obras não começam, infelizmente. Não é [infelizmente] para o governo,
nem para o Chega. É infelizmente para os açorianos, em especial os
micaelenses”, sublinhou, exigindo, “transparência” e “celeridade”.Questionado
sobre uma eventual perda de confiança na secretária da Saúde, uma vez
que o Chega suporta o Governo Regional, Pacheco
salientou que está “irritado” é com o presidente do executivo, José
Manuel Bolieiro.“Quem me vendeu o hospital
modular foi o senhor presidente do governo. Eu nunca falei com a
senhora secretária sobre isso. Se tenho de estar aborrecido, chateado ou
irritado é com o senhor presidente do governo. Já lhe transmiti
pessoalmente e publicamente. As coisas não se tratam dessa maneira”,
disse José Pacheco.O deputado avisou, também, que o serviço de hemodiálise “já não tem capacidade de crescimento”, estando “completamente lotado”.“O
espaço está ultrapassado. Tentam, com alguns remendos, melhorar, mas
sem os planos funcionais e sem planos estruturais que nós
impacientemente esperamos deste hospital, nada se vai poder fazer”,
reforçou.