Chega/Açores exige intervenção do Governo da República para assegurar reembolsos de passagens

Hoje 10:37 — Lusa/AO Online

“Os açorianos não são portugueses de segunda. A mobilidade entre os Açores e o continente é uma necessidade, não um luxo, e o Estado tem de cumprir as suas responsabilidades”, afirmou o presidente do Chega/Açores e deputado regional José Pacheco, citado em comunicado de imprensa.Os residentes nos Açores podem viajar para o continente por um valor máximo de 119 euros (ida e volta), que no caso dos estudantes baixa para 89 euros.No entanto, os passageiros têm de adquirir a passagem pelo valor de mercado e solicitar o reembolso, ao abrigo do mecanismo de continuidade territorial, numa plataforma eletrónica, criada este ano.Segundo o líder regional do Chega, há açorianos em risco de perder, nas próximas semanas, o acesso a esse reembolso, devido a falhas na plataforma, que impedem que o processo decorra dentro do prazo de 90 dias, estipulado na lei.“Se a falha é do Estado, o prejuízo não pode ser do açoriano. Ninguém pode perder o seu reembolso porque o sistema não funciona”, frisou.O dirigente do Chega/Açores exigiu que o Governo da República intervenha imediatamente para garantir que nenhum açoriano perca o direito ao reembolso.José Pacheco considerou ainda que o Governo Regional dos Açores não pode “continuar em silêncio perante um problema que afeta diretamente a mobilidade dos residentes”, alegando a que o executivo liderado por José Manuel Bolieiro (PSD/CDS/PPM) deve assumir “a defesa dos açorianos junto do Governo da República”.O líder do Chega/Açores disse que há casos em que os passageiros não conseguem emparelhar na plataforma as viagens de ida e de regresso, compradas separadamente, acabando por ter de pagar a tarifa de residente (119 euros) duas vezes.José Pacheco sublinhou ainda que “as agências de viagens estão a sentir diretamente os efeitos destas falhas, estando muitas a adiantar valores aos passageiros enquanto aguardam pelos reembolsos”.