Chega/Açores diz que habitação tem de ser prioridade no Orçamento Regional 2026
15 de set. de 2025, 15:45
— Lusa/AO Online
“Nós não trouxemos,
nem é suposto trazer neste momento, propostas concretas, até porque não
existe um orçamento, existe uma intenção de orçamento, existem umas
linhas programáticas e nós, também, não teríamos o atrevimento de trazer
aqui qualquer proposta sem termos mais ou menos noção do que será o
orçamento", afirmou José Pacheco, em declarações aos jornalistas.O
dirigente do Chega nos Açores falava no Palácio de Sant’Ana, em Ponta
Delgada, na ilha de São Miguel, após uma audiência com o presidente do
Governo Regional, José Manuel Bolieiro, no âmbito do
processo de auscultação sobre as antepropostas de Plano e Orçamento
Regional para 2026.Segundo José Pacheco, os eleitos do Chega continuam a ter “as mesmas preocupações” e “uma delas é a habitação”.“Fizemos
ver ao senhor presidente do Governo [Regional] que nós não podemos
continuar a ter esta política socialista de habitação, em que os ‘tais
coitadinhos’ é que têm tudo e em que o cidadão comum […] acaba por ser
relegado para segundo plano”, justificou.Para
o Chega/Açores, acrescentou, a habitação “tem que ser uma prioridade”,
embora o partido tenha também preocupações relacionadas com a “redução
da máquina do Estado” e com a privatização das empresas da esfera
pública regional.Por outro lado, indicou
ainda, o próximo Orçamento Regional “terá uma forte condicionante”, que o
partido respeita, que é a execução do Plano de Recuperaçãoe e
Resiliência (PRR).“Isto obriga-nos,
também, a que grande parte dos fundos públicos fiquem condicionados à
execução do PRR, caso contrário, para além de não recebermos aquele
dinheiro, vamos ter que devolver tudo o que já se recebeu”, afirmou.De
qualquer forma, e embora o Chega respeite isso, chama igualmente a
atenção que “há áreas fundamentais que muitas vezes são descuidadas, que
não podem continuar a ser subfinanciadas, como é o caso do desporto, da
cultura, do parque escolar”, disse, salientando ainda os setores da
pesca e da agricultura.Questionado
relativamente ao sentido de voto, José Pacheco respondeu que ainda não
está decidido porque também ainda não há Orçamento Regional.“Não
conheço o orçamento. […] Quando estiver consolidado com os pareceres,
etc., e também negociado, aí o nosso sentido de voto será definido”,
indicou.O líder do Chega/Açores assegurou,
contudo, que o partido levará “ao máximo possível” aquilo que considera
“sagrado na democracia, que é o sentido de estabilidade”. “Temos
responsabilidade, sempre o disse e continuarei a dizer. Nós queremos
ser parte da solução e nunca parte do problema, mas também tenho a dizer
que a democracia convive muito bem, e a estabilidade, com eleições”,
ressalvou.Assim, continuou José Pacheco,
também líder parlamentar do Chega no parlamento açoriano, “há que haver
de parte a parte um esforço [para] haver estabilidade”.“Eu prezo muito a estabilidade, não pode ser é um cheque em branco”, salientou.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 Governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.