Chega/Açores defende revisão do Acordo Bilateral com os EUA

Hoje 16:02 — Lusa/AO Online

José Pacheco frisou que a Base das Lajes "neste momento está a custo zero" em termos de contrapartidas, sendo que "provou-se agora que os americanos têm todo o interesse", com o uso da infraestrutura no conflito no Médio Oriente.O dirigente falava aos jornalistas, após uma reunião com o SITAVA - Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, em Ponta Delgada, sobre a privatização do 'handling' da SATA.O última vez que o Acordo Bilateral foi revisto foi em 1995, altura em que cessaram as contrapartidas de 40 milhões de dólares aos Açores.O dirigente do Chega/Açores recordou que há "trabalhadores na Base das Lajes a ganhar abaixo do salário mínimo nacional", o que "é criminoso e tem que ser corrigido".De acordo com Pacheco, nesta matéria, "os portugueses não têm feito o seu trabalho, uma vez que da parte americana estão disponíveis para isso".Recordou que a competência é do Governo da República no Acordo Bilateral, mas o Governo Regional "todos os dias devia falar nisso", para defender que a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento "deveria estar [sedeada] nos Açores". Referindo-se especificamente às Lajes, o líder do Chega/Açores considerou que "a base militar é militar, é para uso militar", e defendeu que os americanos "são aliados" e "isso vai ser sempre posto em primeiro lugar" pelo partido. Em relação a "tudo o resto, exige-se esclarecimentos dentro daquilo que é a normalidade democrática e política", frisou.José Pacheco considerou, na sequência do tema do encontro com o SITAVA, ser do “maior descaramento voltar a anunciar uma rota área deficitária", Lajes-Funchal, por razões que considerou eleitorais, afirmando que essa rota "já existiu e dava prejuízo". Segundo o Diário de Notícias do Funchal, a Azores Airlines, companhia do Grupo SATA, anunciou na BTL uma nova ligação directa entre a ilha Terceira (Lajes) e a Madeira (Funchal), que passará a integrar o programa operacional da companhia no Verão IATA 2026.De acordo com o líder do Chega/Açores, está-se a “vender rotas para ganhar votos”, sublinhando que "não se sabe quanto vai custar aos açorianos". Sobre a privatização do ‘handling’ da SATA, tema do encontro com o SITAVA na delegação do parlamento nos Açores, José Pacheco reiterou que o partido é a favor, mas quer saber “quanto custa aos açorianos e à SATA” e quais os custos inerentes à alienação do capital.José Pacheco considera que o que se passa no grupo SATA “é um problema de má gestão”, estando convicto que “não se vai conseguir privatizar a SATA Internacional", e "a solução é fechar”.O líder do Chega/Açores admitiu a possibilidade de uma solução mista privada e pública do ‘handling’ na região, visando salvaguardar as especificidades em algumas ilhas.Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de controlo (51%).Uma das contrapartidas do processo, é a privatização da Azores Airlines e do ‘handling’ da SATA.