Chega/Açores defende medidas urgentes para travar subida das rendas prevista para 2027
Hoje 09:59
— Lusa/AO Online
Perante as previsões que indicam
que as rendas nos novos contratos poderão ter aumentos na ordem dos 25%
já em 2027, o grupo parlamentar do Chega/Açores considera-as “uma ameaça
séria à estabilidade das famílias açorianas”, numa região “onde o
acesso à habitação já constitui uma das principais dificuldades”,
segundo uma nota de imprensa.No
requerimento dirigido ao Governo Regional, os
parlamentares alertam para as dificuldades crescentes no acesso à
habitação, assinalando os casos de “jovens que não conseguem sair da
casa dos pais, casais que adiam projetos de vida e trabalhadores que
recusam oportunidades de emprego por falta de habitação acessível”.O
partido lembra ainda que “a escassez de imóveis disponíveis para
arrendamento permanente”, particularmente na ilha de São Miguel, “tem
vindo a agravar a pressão sobre os preços, tornando-os incomportáveis
face aos salários médios praticados nos Açores”.No
requerimento, o Chega/Açores pretende conhecer a evolução dos preços do
arrendamento nos últimos anos, a disponibilidade atual de habitação
para arrendamento, as projeções futuras e, sobretudo, as medidas
concretas que o executivo está a preparar para aumentar a oferta
habitacional “e conter a escalada dos preços”.O
grupo parlamentar quer ainda saber o número de habitações públicas
previstas para arrendamento acessível até 2027, os incentivos aos
proprietários privados, a recuperação de imóveis devolutos e o impacto
dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência na resposta
habitacional.O líder do grupo parlamentar
do Chega/Açores, José Pacheco, citado na mesma nota, recorda que o
problema da habitação na região “não resulta apenas da dinâmica do
mercado, mas sobretudo da falta de oferta e da ausência de políticas
eficazes que equilibrem a procura com a disponibilidade existente”.José
Pacheco defende “a adoção urgente de medidas estruturais que garantam o
acesso a habitação digna e compatível com os rendimentos das famílias
açorianas, evitando o agravamento de uma crise que já se faz sentir em
todo o arquipélago”.