Chega/Açores defende centros de apoio à vida independente e transparência administrativa
Hoje 15:23
— Lusa/AO Online
Uma das propostas apresentadas
pelo grupo parlamentar do Chega/Açores está relacionada com a
implementação do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) na região,
com o objetivo de “tornar a vida das pessoas com deficiência ou
incapacidade mais autónoma e digna”, através da criação de Centros de
Apoio à Vida Independente (CAVI) e da figura de assistentes pessoais.Para
o Chega, trata-se de “uma forma de assegurar a autonomia, dignidade e
participação plena das pessoas com deficiência ou incapacidade, conforme
previsto na Estratégia Regional para a Inclusão da Pessoa com
Deficiência dos Açores”, mas que “ainda não foi implementado”.Na
prática, este modelo apresentado à Assembleia Legislativa Regional
permitirá que as pessoas com deficiência “vivam de forma autónoma, sem
dependerem da institucionalização”, ao garantir apoio nas atividades
diárias e ao facilitar o acesso à educação, emprego e participação
cívica, segundo uma nota divulgada pelo partido.A
proposta prevê que os CAVI sejam responsáveis pela avaliação das
necessidades de apoio, pela elaboração de Planos Individuais de
Assistência Pessoal, pelo recrutamento e supervisão dos assistentes
pessoais e pela monitorização da qualidade do serviço prestado,
assegurando “o cumprimento de direitos e deveres” do assistente pessoal e
das pessoas apoiadas.Para a deputada
Olivéria Santos, citada na nota, este diploma – que vai agora ser
analisado na respetiva comissão parlamentar - vem dar “resposta à
necessidade de vida independente” para as pessoas com deficiência ou
incapacidade na região e “pretende a integração plena” na sociedade.Paralelamente,
o grupo parlamentar do Chega/Açores propõe a criação de um sistema
regional de acompanhamento de processos administrativos, com o objetivo
de “reforçar a transparência, eficiência, responsabilidade e
proximidade” da Administração Pública Regional aos cidadãos.Esse
sistema prevê a implementação de uma plataforma eletrónica para
registo, acesso, acompanhamento e atualização dos processos através dos
cidadãos, explica o partido.“Também se
pretende responsabilizar os trabalhadores e dirigentes, que farão
cumprir a atualização do processo administrativo”, acrescenta o
Chega/Açores.Este sistema será gerido pela
presidência do Governo Regional e aplicado aos serviços da
administração direta da Região Autónoma dos Açores, institutos públicos
regionais, entidades públicas empresariais regionais e organismos com
autonomia administrativa e financeira.Para
a deputada Hélia Cardoso, “os cidadãos encontram várias barreiras no
acesso aos seus processos que dão entrada na Administração Pública
Regional” e “muitas vezes não há respostas claras nem é possível
acompanhar a tramitação do processo”, considerando que a transformação
digital da Administração Pública Regional, financiada pelo Plano de
Recuperação e Resiliência (PRR), “constitui uma oportunidade para
reforçar a confiança dos cidadãos" e "aumentar a eficiência",
disponibilizando "serviços mais ágeis, seguros e acessíveis".