Chega/Açores defende alteração no modelo de financiamento das IPSS
19 de jul. de 2024, 12:03
— Lusa/AO Online
“O
Chega pretende alterar o modelo de financiamento das IPSS, nomeadamente
no que diz respeito às taxas de comparticipação, quer no regime livre,
quer no regime convencionado”, avança o partido em nota de imprensa.Aquela
força política alerta que as mensalidades pagas pelos utentes e as
comparticipações públicas “não cobrem os custos operacionais” das IPSS,
originando um “subfinanciamento crónico” nas instituições.“É
para fazer face a este desequilíbrio financeiro que o Chega pretende
alterar as taxas de comparticipação destas instituições”, insiste,
defendendo que, de acordo com o modelo de financiamento em vigor,
“prescinde-se de receitas quando estas não cobrem os custos reais com os
utentes”.O Chega discorda da existência
de “um regime de IVA mais favorável” para as Misericórdias em comparação
com as IPSS quando ambas “cumprem com a mesma função social”.“Os
idosos trabalharam uma vida inteira e não devem ser privados do seu
conforto, enquanto para outros, tudo é dado sem qualquer esforço”,
acrescenta.O partido, que tem cinco
deputados na Assembleia Regional, avisa ainda que vai estar “muito
atento” ao Orçamento dos Açores para 2025, que deverá ser discutido e
votado em novembro, para garantir que as verbas são "canalizadas para
quem precisa”.“O Chega vai estar muito
atento ao próximo Orçamento Regional para que as verbas sejam
canalizadas para quem precisa e menos para aqueles que vivem à custa dos
que trabalham”, promete o partido.