Chega/Açores contra programa especifico para a comunicação social privada
9 de out. de 2024, 09:52
— Lusa/AO Online
Citado
num comunicado do Chega/Açores, José Pacheco salienta que existem
“muitos profissionais que não estão a ser tratados com dignidade” e que o
partido não coloca “os jornalistas nem acima nem abaixo” de outros
relativamente às questões laborais.O
Governo dos Açores anunciou que irá propor a criação de um apoio
extraordinário aos órgãos de comunicação social privados com um valor
global até 480 mil euros, salientando que a subvenção pública “é um
dever da democracia”.Nos Açores, desde 2006 que existe um Programa Regional de apoio à Comunicação Social Privada, designado por Promedia.O
apoio extraordinário pretende ser cumulativo com o sistema de
incentivos à comunicação social privada que está em vigor nos Açores.“Não
podemos concordar que o Estado pague a jornalistas, ou a empresas
privadas de jornalismo, porque depois têm de obedecer à voz do dono”,
salienta José Pacheco, que esteve reunido com a Direção Regional
dos Açores do Sindicato dos Jornalistas, para apresentação das propostas
feitas por aqueles profissionais, no âmbito da revisão do Promedia.O
líder do Chega/Açores, que defende a extinção do Promedia, recorda que
existem diversos apoios para empresas privadas, insistindo que “o que as
empresas de comunicação social têm de fazer é concorrer a esses
apoios”. “Não podemos aprovar programas
que vão beneficiar empresas de comunicação social para serem a máquina
de propaganda de qualquer Governo ou partido”, acrescenta, salientando
que, apesar de ser “o primeiro a defender o jornalismo”, entende que
“não devem ser os contribuintes a pagar esta atividade”.“Em
nenhuma democracia adulta e séria - como queremos que seja a nossa -
temos o Estado a pagar empresas de comunicação social. Isso não existe, é
uma deturpação da democracia", alega.