Chega/Açores aponta necessidade de afinações no Hospital de Ponta Delgada
29 de ago. de 2024, 15:17
— Lusa
“Percebemos
que há coisas que ainda precisam de alguma afinação, mas que outras já
estão a funcionar e há aqui muita boa vontade da parte dos profissionais
em pôr o hospital a funcionar”, afirmou.José
Pacheco falava na sequência da visita que hoje fez ao Hospital do
Divino Espírito Santo (HDES), que sofreu um incêndio em maio que o
deixou inoperacional, na qual foi acompanhado pelos deputados do
Chega/Açores e pelo conselho de administração do hospital.Referindo-se àquilo que considera “estar mal”, o líder do Chega/Açores afirmou que “o que está mal já vem detrás”.“Este
hospital, desde o dia que abriu já tinha fragilidades que se foram
agravando por desmazelo dos sucessivos governos socialistas”, disse. Defendendo
a necessidade de se “tratar a saúde com estratégia, com investimento e
muito respeito por quem trabalha, mas especialmente pelos doentes”, José
Pacheco frisou que o HDES “é o pior exemplo do que teve o PS/Açores”,
que “foi o desmazelo, o abandono, o não ouvir”.O
dirigente defendeu também a necessidade de se "investir forte" nos
centros de saúde dos Açores “conseguindo-se ter uma rede de cuidados”,
salvaguardando que, com o incêndio, “por acaso havia um hospital privado
que acolheu uma série de doentes e serviços”, evitando-se “uma situação
muito grave”.O líder do Chega/Açores
salvaguardou, por outro lado, que o hospital modular que está a ser
construído entre o HDES e a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel “tem
que ser sempre uma solução de recurso, nunca pode ser uma cabana para
ficar 20 anos”, afirmando que tem uma garantia do presidente do Governo
dos Açores, José Manuel Bolieiro, nesse sentido.Em
17 de julho, o Governo Regional indicou que o hospital modular estaria
operacional em agosto, sendo uma estrutura que permite melhorar a
acessibilidade aos cuidados de saúde e servir de retaguarda.O serviço de urgência será a primeira valência a abrir, informou, na altura, o executivo.O
incêndio que deflagrou em 04 de maio no hospital de Ponta Delgada
causou prejuízos estimados em 24 milhões de euros e obrigou à
transferência de todos os doentes que estavam internados para vários
locais dos Açores, Madeira e continente.A reabertura dos serviços do HDES tem sido feita de forma progressiva.