Chega/Açores alerta que há "cada vez mais denúncias" de alegadas baixas fraudulentas
30 de jul. de 2024, 14:58
— Lusa/AO Online
No
requerimento dirigido ao Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM),
os deputados pretendem saber quantas pessoas estão de baixa neste
momento, tanto na administração pública regional como no setor privado, e
qual o mecanismo adotado pelo executivo açoriano para a verificação da
atribuição das baixas."São cada vez mais
as denúncias que têm chegado ao Chega/Açores e que dão conta de alegadas
baixas fraudulentas em praticamente todos os setores de atividade dos
Açores, com particular incidência nos serviços da administração pública
regional", aponta o partido numa nota de imprensa enviada às redações.Por
outro lado, o Chega pretende ainda saber quantas ações de fiscalização
foram levadas a cabo nos últimos três anos para averiguação da
veracidade da baixa e, quando detetadas baixas fraudulentas, quais os
procedimentos e as penalizações que têm sido adotadas, tanto para o
médico responsável pela emissão da baixa como para o utente.O
Chega assinala ainda no requerimento que, nos últimos anos, "tem sido
muito recorrente o recurso a baixas médicas, o que tem deixado a maior
parte dos serviços públicos e do setor privado com muita falta de
mão-de-obra, alguma dela sem ser possível substituir facilmente". Ainda
segundo os deputados, "há casos em que muitos trabalhadores em baixa
profissional acabam por estar a trabalhar noutros locais, o que
constitui uma fraude" e uma atitude "condenável".O
líder do grupo parlamentar, José Pacheco, lembra no comunicado “que
cabe ao Governo Regional o dever de, com eficácia, prevenir e combater a
fraude no usufruto de direitos e prestações sociais que gere, como é o
caso do subsídio de doença”.Nesse sentido,
defende que "o dinheiro dos contribuintes não pode continuar a ser
gasto ao desbarato, sem que sejam punidos os prevaricadores".