Chega/Açores alerta para falta de manutenção da Escola Secundária da Lagoa
Hoje 17:28
— Lusa/AO Online
Os
deputados do Chega açoriano visitaram a Escola Secundária da
Lagoa, em jeito de antevisão do próximo ano letivo e, segundo um
comunicado do partido, “depararam-se com um problema que afeta a
esmagadora maioria das escolas de toda a região”, que é a falta de
manutenção dos edifícios escolares.A
situação, adianta, obriga as direções dos estabelecimentos de ensino a
fazerem “obras cirúrgicas nos problemas estruturais mais urgentes”.“O
problema foi que durante anos se construíram escolas, não se pensou na
manutenção e hoje estamos a pagar a fatura. Os Governos [Regionais]
esqueceram-se de projetar a escolas para o futuro. Construir sim, mas
manter [os edifícios escolares] em boas condições no futuro”, referiu a
deputada Olivéria Santos, citada numa nota de imprensa.A
parlamentar acusou os antigos Governos Regionais socialistas de “apenas
construírem edifícios” e o atual executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM
de se debater com “o problema de não ter dinheiro para a manutenção”.Olivéria
Santos lembrou que o Chega tem tentado ajudar a resolver alguns dos
problemas mais graves, inscrevendo verbas no Plano e Orçamento Regional,
mas “são tantos que não se consegue chegar a todas as escolas ao mesmo
tempo”.Segundo o Chega/Açores, apesar dos
problemas de manutenção, a Escola Secundária da Lagoa está a postos para
o início de um ano letivo tranquilo, apesar de adiado devido a falhas
nos exames nacionais. Com 730 alunos
inscritos para o ano letivo 2026/2027, o número de professores e de
assistentes operacionais é o necessário, “não recebendo nenhum dos 108
assistentes operacionais que irão reforçar as escolas, anunciados pelo
Governo Regional para este ano letivo”, indicou.A
Escola Secundária da Lagoa tem tudo a postos para o arranque do ano
letivo, “se ninguém faltar ao trabalho ou se não houver baixas médicas
logo no início do ano letivo”, referiu Olivéria Santos, que lembrou a
resposta do Governo Regional a um requerimento do partido que dava conta
que a educação é “o setor público onde há mais baixas médicas”.“Nem
todas as baixas são fraudulentas, mas é uma situação que precisa de ser
revista, mais bem fiscalizada, até para proteger quem está realmente
doente e tem uma baixa verdadeira”, afirmou.A
parlamentar do Chega/Açores entende que, tal como acontece no setor
privado, “é preciso haver mais denúncias e mais fiscalização das baixas
médicas, para que não haja abusos do sistema”.