Chega/Açores alerta para discrepâncias na carreira dos funcionários de matadouros
18 de abr. de 2024, 18:03
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Chega adianta que os trabalhadores dos matadouros
"manifestaram a sua indignação" após uma reunião com o partido em Ponta
Delgada, devido à proposta do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para
criar uma carreira autónoma para aqueles funcionários."Estes
trabalhadores manifestaram a sua indignação perante o que consideram
uma injustiça que beneficia os trabalhadores que entram de novo na
carreira, em detrimento dos trabalhadores que estão há mais anos a
prestar serviço nos matadouros", lê-se na nota de imprensa. Na
quarta-feira foi revelado que o Governo dos Açores pretende criar uma
carreira autónoma para os trabalhadores dos matadouros, composta por 12
categorias, defendendo que existe uma "desadequação" na situação
daqueles profissionais que pertencem ao setor público.Segundo
o líder do Chega na região, José Pacheco, "não é justo alguém com 12
anos de serviço chegar ao topo da carreira e não poder progredir mais"."Ficam
limitados e torna-se injusto quando os trabalhadores que entram de novo
na carreira não têm essa limitação. Todos os trabalhadores que estão há
20 ou 30 anos naquele serviço não podem progredir”, defende José
Pacheco.O Chega reconhece, contudo, que é
"uma questão legal, embora injusta" e promete "tentar salvaguardar a
situação" quando a iniciativa do executivo açoriano for discutida na
Assembleia Regional.“Não é correto haver esta discrepância entre trabalhadores”, assinala José Pacheco.No
regime jurídico, que foi submetido à Assembleia Regional, o Governo
açoriano refere que se justifica "autonomizar a carreira" dos
funcionários dos matadouros, tendo em conta os "diversos domínios em que
se desenvolvem as funções e atividades daqueles trabalhadores".O
executivo propõe a criação de 12 categorias: encarregado geral de
matadouro, encarregado de matadouro, oficial de matança, motorista
distribuidor, fogueiro, eletricista, operador de frio, serralheiro
mecânico, técnico de qualidade, técnico especialista de qualidade,
técnico de manutenção e técnico especialista de manutenção.Os trabalhadores vão ter ainda direito à atribuição de um subsídio de risco. A
10 de março, o Governo Regional revelou que o regime jurídico da
carreira especial dos trabalhadores em funções públicas da rede regional
de abate dos Açores tinha sido aprovado em Conselho do Governo.