Chega/Açores alerta para degradação do serviço de hemodiálise no hospital de Ponta Delgada
4 de jul. de 2025, 14:57
— Lusa/AO Online
Segundo o partido, a
situação foi referida numa reunião entre os deputados do Chega/Açores,
José Pacheco e Olivéria Santos, e a delegação regional da Associação
Portuguesa de Insuficientes Renais.Na
ocasião, o presidente da delegação dos Açores da Associação Portuguesa
de Insuficientes Renais (APIR), Osório Silva, abordou várias questões
relacionadas com estes doentes e com os transplantados, alertando para
"a falta de condições" no serviço na maior unidade de saúde dos Açores,
onde se concentram 130 dos 450 insuficientes renais crónicos da região.Entre
as principais questões abordadas pela delegação dos Açores da APIR está
o desinvestimento no serviço de hemodiálise no HDES, "a possível
privatização da hemodiálise na região", a questão do transporte de
insuficientes renais, que é "apenas realizado pelas associações
humanitárias de bombeiros" e "os largos meses" de espera para a
realização de exames complementares para uma consulta de pré-transplante
no continente.Citado numa nota de
imprensa divulgada pelo partido, o líder parlamentar do Chega/Açores,
José Pacheco, recorda que, ao longo dos anos, o serviço de hemodiálise
tem vindo a ser alvo de várias denúncias por "falta de condições",
apontando que o problema se agravou "com o incêndio e o gasto no
hospital modular".O HDES, o maior dos
Açores, foi afetado por um incêndio no dia 04 de maio de 2024, que
obrigou à transferência de doentes para outras unidades de saúde da
região e do país. Na sequência do incêndio, foi decidido instalar um
hospital modular junto ao edifício, para assegurar os cuidados de saúde
prestados pelo hospital até à sua requalificação."Parece
que se abandonou a hemodiálise no hospital", refere José Pacheco, líder
do Chega/Açores, que considera que este serviço não está a funcionar em
condições "há muito tempo". “É na maior
ilha, onde existe o mais número de doentes, que o serviço está esgotado e
não se melhora", lamenta o deputado, considerando inadmissível que
“quem sofre quatro horas numa cama a fazer tratamento”, não tenha “as
mínimas condições” e ainda tenha “de esperar horas para poder ser
transportado para casa”.