Chega/Açores agenda para plenário de julho debate de urgência sobre a Azores Airlines
11 de jun. de 2025, 16:44
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o grupo parlamentar do Chega/Açores explica que o objetivo é
“esclarecer sobre o presente e o futuro” da Azores Airlines, tendo em
conta "os prejuízos acumulados" e o processo de privatização da empresa,
cujo concurso público foi lançado em março de 2023, mas que “está
parado”, com “avanços e recuos”. O debate
de urgência deverá também “incidir sobre a situação financeira da Azores
Airlines, sobre a viabilidade da empresa e sobre o processo de
privatização”, acrescenta o partido.Citado
na nota, o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, aponta para
a gravidade dos números recentemente divulgados pelo grupo SATA,
referentes ao exercício de 2024, notando que “a Azores Airlines e a SATA
Air Açores fecharam o ano com um prejuízo acumulado de 82,8 milhões de
euros".“É quase o dobro do ano anterior e a
Azores Airlines foi a que deu mais prejuízo. As contas são da própria
SATA e mostram um resultado líquido negativo da SATA Internacional de
71,2 milhões de euros, quando em 2023 foi de 26,08 milhões de euros”,
salienta José Pacheco, que é também presidente do Chega/Açores.Ainda
segundo José Pacheco, o prejuízo financeiro da SATA “está-se a tornar
um buraco sem fundo”, que "é preciso travar o quanto antes" "O
Chega tem sido bastante crítico em relação aos prejuízos da Azores
Airlines que, mais do que privatizada, deve ser encerrada, dado o rombo
financeiro que tem causado ao bolso de cada açoriano", reforça.As
duas companhias aéreas do grupo Sata, a Azores Airlines e a Sata Air
Açores, fecharam 2024 com um prejuízo acumulado de 82,8 milhões de
euros, mais do dobro do ano anterior, segundo dados divulgados pela
empresa.A Sata divulgou recentemente que,
no ano passado, a Sata Internacional - Azores Airlines registou um
resultado líquido negativo de 71,2 milhões de euros, o que compara com
um prejuízo de 26,08 milhões de euros em 2023.Já
a Sata Air Açores reportou um resultado líquido negativo de 11,6
milhões de euros em 2024, contra 9,97 milhões de prejuízo no ano
anterior.O grupo adiantou que “as contas refletiram também fatores extraordinários, alguns deles que não se repetirão em 2025”.Entre
eles, destacou os “encargos adicionais devido às consequências na
operação das condições climatéricas adversas e da incapacidade da
estrutura, aeroportuária e hoteleira, de dar resposta ao aumento de
atividade”, assim como “os gastos com pessoal devido aos compromissos
assumidos anteriormente no âmbito dos novos acordos de empresa”.O
grupo apontou ainda “os custos com a manutenção e provisões pelo
desfecho desfavorável do processo judicial entre a Azores Airlines e a
Hifly relacionado com encargos contratuais com uma aeronave A330, vulgo
‘Cachalote’, cujos impactos acumulados ascendem a mais de 30 milhões”.Com
o objetivo de melhorar a “'performance’ financeira e económica” do
grupo, “com particular destaque para a Azores Airlines”, o conselho de
administração da Sata disse estar a executar o Plano de Sustentabilidade
Financeira desenvolvido pelas equipas de gestão do grupo.O
plano integra 41 medidas de curto, médio e longo prazos – “a maioria
delas já em execução” - que pretendem gerar um impacto financeiro de 65
milhões de euros através do aumento da receita e da eficiência
operacional e da reestruturação dos serviços de suporte. “Estamos
convictos que o ano de 2024 foi, por várias razões, um ano de inflexão e
que o ano de 2025 será certamente um virar de página. A melhoria dos
resultados obtidos nos primeiros meses de 2025 indicam que estamos no
bom caminho”, afirmou o presidente executivo (CEO) do grupo Sata, Rui
Coutinho, citado no comunicado.