Chega/Açores agenda debate de urgência sobre a situação financeira dos hospitais

Hoje 15:31 — Lusa/AO Online

O debate agora agendado para a próxima semana é justificado tendo em conta "a saúde financeira dos hospitais", que "exige respostas e transparência", sublinha o partido em nota de imprensa, alertando que "a evolução da despesa dos hospitais da Região tem vindo a aumentar exponencialmente".Para o Chega/Açores, "a saúde dos açorianos não tem preço", defendendo que "a sustentabilidade financeira dos hospitais não pode ser analisada separadamente da qualidade dos cuidados prestados, do acesso dos açorianos aos tratamentos de que necessitam e da estabilidade das empresas que asseguram diariamente o funcionamento dos serviços".O partido pretende obter esclarecimentos sobre a evolução da despesa dos hospitais, o montante das dívidas a fornecedores e as consequências para os utentes, para os profissionais de saúde e economia regional, destacando a situação do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.Segundo o Chega/Açores, a situação do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), "é uma das principais preocupações", denunciando que as últimas contas apresentadas mostram que a maior unidade de saúde dos Açores "está a gerar, por mês, perto de 4,6 milhões de euros de prejuízo".Trata-se de "um valor que quase quadruplicou nos primeiros seis meses de 2026, comparativamente com o primeiro semestre do ano passado", aponta o Chega/Açores.Para o partido, é fundamental "perceber onde se gasta e como se gasta", alegando que “não basta aumentar a despesa com a saúde se os açorianos continuam à espera de consultas, exames e cirurgias". "É preciso perceber para onde vai o dinheiro dos contribuintes e por que razão o aumento dos encargos não se traduz numa resposta mais rápida e eficaz para os doentes”, refere a deputada Hélia Cardoso, citada na nota de imprensa.No entender do Chega/Açores, o debate deverá permitir "esclarecer também as consequências das dívidas hospitalares a fornecedores", considerando que os "atrasos podem colocar pressão sobre empresas que fornecem medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos, serviços de alimentação, limpeza e manutenção", podendo afetar a capacidade de manter postos de trabalho e "cumprir os seus próprios compromissos".“As dívidas dos hospitais não desaparecem. Alguém acaba por suportar os seus custos: os contribuintes, os fornecedores ou os próprios utentes, quando a falta de recursos compromete a resposta dos serviços. Não podemos ignorar o impacto destas responsabilidades na economia Açoriana”, sublinha Hélia Cardoso.A parlamentar defende que a gestão dos recursos públicos na saúde deve ser acompanhada de "rigor, transparência e resultados mensuráveis".