'Chefs' pedem isenção da TSU este ano e IVA a 6% até final de 2021
Covid-19
11 de mai. de 2020, 09:43
— Lusa/AO Online
“Precisamos de ajuda! Somos 240 mil
pessoas na restauração em Portugal. Isenção de TSU até final de 2020.
IVA a 6% até final de 2021”, diz o apelo que vários ‘chefs’ lançaram
hoje, ao final da tarde, nas redes sociais, pedindo apoios para o setor
da restauração, afetado pela pandemia de Covid-19.José
Avillez, à frente de um grupo com vários restaurantes em Portugal e um
no Dubai, escreveu: “Queremos voltar a abrir. Queremos continuar a
cozinhar e a cuidar. Queremos acreditar que um dia as coisas vão ser
como eram. Queremos mostrar o que Portugal tem de melhor, como temos
feito nos últimos anos. Queremos ser o ponto de encontro de portugueses e
estrangeiros, de famílias e amigos.” “Somos
cozinheiros, somos restauradores. Somos o sorriso e o sabor de
Portugal. Queremos continuar a trabalhar no duro, sem medo de investir
na nossa cidade e no nosso país”, sustentou o ‘chef’ do “Belcanto (em
Lisboa, duas estrelas Michelin e 42.º na lista dos 50 melhores
restaurantes do Mundo). Ljubomir Stanisic,
‘chef’ do “100 Maneiras” e “Bistro 100 Maneiras”, explicou o objetivo
do apelo: “Não queremos combater. Não nos queremos opor. Não queremos
politizar. Não queremos ir contra a maré, antes ajudar a remar a favor
dela”. “Queremos alimentar. A nós, aos
nossos, aos outros. Alimentar o país, a economia, o índice de
felicidade. (…) Mesmo que à distância, queremos abraçar com o olhar,
beijar com sorrisos. Queremos superar a pandemia com a força da união”,
referiu o chefe de cozinha, através do Instagram.Alexandre
Silva, ‘chef’ de três restaurantes em Lisboa, incluindo o “Loco” (uma
estrela Michelin), afirmou: “Queremos voltar a fornecer a experiência
culinária portuguesa a todos os portugueses e a quem nos visita.
Precisamos de continuar!”.Um apelo
repetido por ‘chefs’ de norte a sul do país e que vai mais longe do que a
Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP),
que propôs a aplicação temporária da taxa reduzida de IVA aos serviços
de alimentação e bebidas, para estimular a retoma da atividade e salvar
empregos, e defendeu que as câmaras devem isentar os estabelecimentos de
qualquer pagamento por esplanada.De
acordo com o Plano de Desconfinamento do Governo, os restaurantes e
cafés poderão reabrir a partir de 18 de maio, mas de acordo com as
restrições impostas no âmbito da mitigação à propagação da pandemia de
covid-19.No caso dos restaurantes, o limite da lotação é de 50%, com funcionamento até às 23:00 e condições específicas.