Chefes da guarda prisional criticam revisão de critérios de acesso à profissão
6 de fev. de 2025, 11:49
— Lusa/AO Online
O
Ministério da Justiça admitiu, a 30 de janeiro, aumentar o limite de
idade para ingresso na carreira e alterar o modelo de provas de acesso,
feitas pelos próprios guardas prisionais, depois de então apenas 99 dos
292 candidatos iniciais permanecerem aptos a prosseguir no concurso em
curso.O presidente da ASCCGP, ,
Hermínio Barradas, defendeu, em comunicado, que "não é com alargamento e
'aberturas' de ocasião que se irão captar candidatos adequados para a
profissão"."Este panorama, de fraca
atratividade por uma profissão de elevado risco, só se inverterá com uma
visível valorização, social e remuneratória, com a existência de
frequente possibilidade de progressão na carreira e, ainda, uma série de
outras questões objetivas e estruturais no sistema prisional",
acrescentou.De acordo com o Estatuto do
Corpo da Guarda Prisional, os candidatos a ingressar na profissão têm de
ter entre 21 e 28 anos e "possuir robustez física e perfil
indispensáveis ao exercício de funções".A 30 de janeiro, a secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Maria Clara
Figueiredo, anunciou, citada pela tutela, que foi já criado "um grupo
de trabalho interno para rever a legislação"."As
normas atuais criam dificuldades desnecessárias. Já estamos a trabalhar
na revisão dos requisitos de entrada na carreira de guardas prisionais e
nas regras do concurso. Mal tenhamos legislação nova em vigor,
abriremos novo concurso de recrutamento", precisou.