CGTP-IN/Açores repudia declarações do Chega por comparar sindicatos a “cartéis criminosos”
Hoje 15:06
— Lusa/AO Online
“Para
além de não ter apresentado quaisquer provas - nem isso seria possível,
por se tratar de afirmações completamente falsas -, estas declarações
revelam aquilo que o Chega tanto se esforça por esconder: que é a voz
política e partidária dos grandes interesses, e não dos trabalhadores e
do povo”, afirmou em comunicado, a coordenação regional dos Açores
da CGTP/IN.A postura da estrutura
sindical surgiu após o líder do Chega/Açores, José Pacheco, ter
criticado as centrais sindicais por estarem a deixar o
país “refém” dos seus interesses, a propósito das alterações à lei
laboral, e ter comparado os sindicatos a “cartéis criminosos”.“Como
é que é possível termos um país refém dos sindicatos quando precisamos
de fazer uma alteração à lei laboral”, questionou o também líder da
bancada do Chega no parlamento dos Açores, considerando que os
portugueses estão “reféns de cartéis criminosos” que pretendem
“destruir” Portugal.José Pacheco, que
falava, na passada semana, durante uma interpelação ao Governo Regional sobre emprego e qualificação, apresentada pela bancada social-democrata
na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, na ilha do Faial,
defendeu ainda ser “preciso “acabar com o comunismo em Portugal, a
começar pelos Açores”.“O Chega, que age
para subverter os valores e conquistas da Revolução de Abril, a
democracia, a liberdade e a Constituição, não perdoa à CGTP-IN e [a]os
seus sindicatos defenderem-nas, todos os dias, tanto no plano da sua
ação reivindicativa, como no plano institucional, e sempre no respeito
pela normalidade democrática”, referiu a estrutura sindical no
comunicado.Acrescentou que o partido
também não perdoa “terem dado voz ao povo e aos trabalhadores,
demonstrando a recusa generalizada sobre o conteúdo profundamente
negativo do Pacote Laboral do Governo da República”.“O
que estas declarações demonstram é que o Chega convive mal com a
liberdade, com a diferença de opiniões e com o direito à livre
expressão. Demonstram que o Chega não é mais do que a voz das
associações patronais que representam, apenas, o grande capital”,
referiu.