CGTP-IN/Açores propõe aumento geral de todos os salários em 2027

Hoje 12:15 — Lusa/AO Online

Segundo o coordenador da central sindical na região, Rui Teixeira, a estrutura reivindica o “aumento geral de todos os salários em pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros, para todos os trabalhadores, com efeitos a 1 de janeiro de 2027”.“Nós ouvimos recorrentemente falar que [as entidades empregadoras] só podem aumentar salários quando aumentar a produtividade. E esta é, para nós, uma falsa questão. É que a produtividade tem aumentado sempre, todos os anos, e esse aumento de produtividade […] nunca se traduz em aumento geral dos salários”, afirmou Rui Teixeira na conferência de imprensa de apresentação do caderno reivindicativo dos trabalhadores açorianos para o próximo ano.O sindicalista, que falava na sede da União dos Sindicatos de São Miguel e Santa Maria, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, referiu que há sempre “boas desculpas” para os salários não serem aumentados, quando é preciso “uma política que valorize a riqueza e quem produz a riqueza”.O aumento do acréscimo regional ao salário mínimo de 5% para 10% e um Salário Mínimo Nacional de 1.100 euros, “que corresponderia à retribuição mínima de 1.210 euros nos Açores”, e o aumento da remuneração complementar regional de 88,74 para 100 euros são outras das reivindicações.A estrutura também defende a fixação de preços máximos nos bens e serviços públicos essenciais para “aliviar as famílias e as micro e pequenas empresas” e a aplicação de um plano regional de combate à precariedade laboral, que “continua a aumentar” no arquipélago.“Urge [a aplicação de] um plano regional de combate à precariedade que preveja, que concretize, que cada posto de trabalho permanente tem que ser um vínculo de trabalho efetivo”, afirmou.Segundo Rui Teixeira, no caderno reivindicativo para 2027 também consta a “exigência urgente” da interrupção dos processos de privatização de empresas públicas regionais como a SATA Internacional/Azores Airlines, a SATA Handling, a SEGMA - Serviços de Engenharia, Gestão e Manutenção, Lda. e a GLOBALEDA - Telecomunicações e Gestão de Sistemas de Informação, SA, por cumprirem “uma função essencial à vida da região”.“É tempo de interromper estas privatizações”, defendeu o sindicalista, afirmando que, a concretizarem-se, significariam “maior dependência, maior fragilidade e maior vulnerabilidade” da região.Para a CGTP-IN/Açores, em 2027 também deve ser dada “prioridade absoluta” à criação e manutenção de emprego com qualidade, “centrada na responsabilidade social das empresas apoiadas com dinheiro público e no estímulo à produção regional”.