CGTP-IN/Açores propõe acréscimo regional ao salário mínimo no Orçamento Regional 2026
16 de set. de 2025, 12:38
— Lusa/AO Online
“O
que nós transmitimos é que estes instrumentos de governação têm que se
traduzir no combate à pobreza e, aqui, no imediato, há a questão do
acréscimo regional ao salário mínimo de cinco para 10% que, como se
sabe, nem sequer tem efeitos na despesa pública, mas que será
significativo para quem, neste momento, tem salários que já não chegam
ao fim do mês”, afirmou Rui Teixeira, em declarações aos jornalistas.O
coordenador da CGTP-IN/Açores, Rui Teixeira, falava no Palácio de
Sant’Ana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após uma audiência
com o presidente do Governo Regional, José Manuel
Bolieiro, no âmbito do processo de auscultação sobre as antepropostas de
Plano e Orçamento Regional para 2026.Segundo o sindicalista, para o próximo ano “é também importante o aumento da remuneração complementar”.Referiu
ainda que a região tem apoios públicos às empresas que “devem ser
estratégicos e devem priorizar, por um lado, as micro, pequenas e médias
empresas, como sendo a parte estruturante do tecido empresarial da
região e da economia, e devem privilegiar, sobretudo, a produção
regional”.Por outro lado, Rui Teixeira
referiu que não faz sentido “que estes apoios não estejam associados a
responsabilidade social das empresas, porque, senão, serão a fundo
perdido e não terão efeitos na economia da região e em quem faz
funcionar a região e na redução da pobreza”.Outra preocupação da CGTP-IN açoriana está relacionada com a “dinamização da contratação coletiva”.“Sem
essa dinamização, não haverá evolução na situação social. Vamos
continuar com uma situação bastante estagnada, que é algo que nos
preocupa e que condiciona a região no presente e condiciona no futuro.
Não haverá mão-de-obra qualificada e não haverá mão-de-obra suficiente
sem condições para quem trabalha”, disse o dirigente.Segundo
Rui Teixeira, para a estrutura intersindical, “não faz sentido uma
região que diz ter crescimento económico e que, depois, esse crescimento
económico não se repercute na vida de quem o produz, que são os
trabalhadores”.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.