CGTP-IN/Açores contra privatização de empresas públicas na região
24 de jul. de 2025, 15:03
— Lusa/AO Online
Em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, na ilha de São
Miguel, o coordenador da CGTP-IN/Açores, Rui Teixeira, referiu que o
executivo de coligação encomendou estudos para privatizar “empresas que
prestam serviços públicos essenciais à região”.Rui
Teixeira adiantou que estão em causa a empresa de transporte marítimo
Atlânticoline, o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA), o
Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA), a Portos dos
Açores, a Lotaçor, a SEGMA - Serviços de Engenharia, Gestão e
Manutenção, a Globaleda (do grupo EDA) e o Teatro Micaelense.Na
opinião do sindicalista, “com a privatização de empresas públicas
rentáveis e essenciais à região e à vida de todos os dias, os Açores e
os açorianos pagarão mais por serviços que, hoje, dão lucro à região,
deixando de ter em vista o serviço público que prestam, que é, por
natureza, dirigido para o bem comum e passando a estar sujeitos à lógica
do lucro”.“Ao contrário daquilo que o
Governo Regional afirma, a despesa pública não se vai reduzir, os cofres
da região terão de pagar mais por um serviço que, provavelmente, será
prestado com pior qualidade”, alertou.Para
a CGTP/IN Açores, a decisão do executivo em privatizar as empresas
regionais, que é “exclusivamente política”, será “desastrosa tanto para a
população como para a região”.A estrutura
intersindical também se mostra preocupada com as consequências que a
medida poderá ter para os trabalhadores, alegando que as condições
laborais “ficarão em risco”.“Assim,
estamos perante a possibilidade de crimes económicos que este governo
regional e os que sustentam as privatizações pretendem concretizar. Mas
tal como aconteceu antes e acontece sempre que necessário, continuaremos
a lutar contra as privatizações, seja para as travar, seja para as
reverter”, assumiu Rui Teixeira.O
coordenador da CGTP-IN/Açores deixou ainda claro que caso as
privatizações das referidas empresas regionais açorianas se concretize,
não está fora de hipótese a realização de ações de luta.“Se vier a avançar mais do que este simples estudo, então (…) tomaremos as ações de luta que se entenderem”, garantiu.