CGTP diz que “desemprego real” é superior às estatísticas do IEFP
20 de jul. de 2020, 16:05
— Lusa/AO Online
Em
Braga, à margem de uma manifestação para assinalar o dia de greve dos
trabalhadores gerais do Hospital de Braga, a secretária-geral da
intersindical, Isabel Camarinha, apontou como caminho o "combate" à
precariedade e a necessidade de maior fiscalização. O
número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,4%
em junho em termos homólogos e recuou 0,6% face a maio, segundo dados
divulgados hoje pelo IEFP.No final de
junho, estavam registados nos serviços de emprego do continente e
regiões autónomas 406.665 desempregados, número que representa 74,8% de
um total de 543.662 pedidos de emprego."A
CGTP tem vindo a alertar para o crescimento do desemprego, nomeadamente
neste surto pandémico. Cem mil [novos desempregados] do ponto de vista
oficial, destes 60% tinham um vinculo precário", afirmou Isabel
Camarinha. A sindicalista realçou que o
que "os dados mostram é que o número de ocupados baixou muito neste
período [pandémico] e não estão na taxa de desemprego".Segundo
a líder sindical, "há um desemprego real que é muito superior ao que as
estatísticas mostram”, pelo que defendeu ser” necessária uma mudança de
medidas". Entre essas medidas, apontou,
"a necessidade de combate aos vínculos precários, mais fiscalização,
porque a maioria daqueles trabalhadores ocupam postos de trabalho
permanentes e foram descartados pelas empresas nesta situação" de
pandemia. "Esta taxa de desemprego mostra
que são necessárias medidas como a proibição de despedimentos e garantia
de trabalho. Precisamos de uma mudança da política que tem sido
aplicada", salientou. "Que a opção seja
pelos trabalhadores, pelo desenvolvimento do país e não continuar a dar
ao capital aquilo que eles querem", apelou.