CGTP diz que aumento das pensões é única forma de garantir condições a pensionistas
16 de ago. de 2024, 17:37
— Lusa/AO Online
Num comunicado divulgado,
a intersindical disse que “o que garantirá condições e qualidade de
vida aos reformados e pensionistas é o aumento significativo das pensões
e reformas para responder às necessidades”.Segundo
a CGTP, “para lá de medidas pontuais que não deixarão de ser
aproveitadas por quem delas necessita, o anunciado ‘suplemento
extraordinário’ em outubro (apenas) não pode servir de pretexto a um
aumento das reformas aquém do necessário e possível”.O
primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na quarta-feira que o
Governo vai aprovar um suplemento extraordinário para as pensões mais
baixas, que irá variar entre os 100 e 200 euros, e será pago em outubro.Numa
intervenção na Festa do Pontal, em Quarteira, distrito de Faro, que
marca a 'rentrée' política do PSD, Luís Montenegro anunciou um
"suplemento extraordinário" pago em outubro e que será de 200 euros,
para quem tenha pensão até 509,26 euros, de 150 euros para as pensões
entre 509,26 e 1018,52 euros e 100 euros para as pensões entre 1.018,52 e
1.527,78.A CGTP deixou várias outras
críticas ao primeiro-ministro, dizendo que as suas declarações “passam
ao lado da situação dos trabalhadores e do país e não dão respostas
concretas aos graves problemas que afetam quem quer cá viver e
trabalhar”.“O que valoriza o trabalho e os
trabalhadores, são salários dignos e respeito pelas carreiras e
profissões, e não a substituição de aumentos salariais por um
insuficiente abaixamento de impostos”, realçou, acrescentando que o “que
fará com que os jovens queiram viver e trabalhar em Portugal são
salários dignos, vínculos de trabalho estáveis, habitação acessível, que
lhes permitam perspetivar o seu futuro”.Por
outro lado, destacou, o que “responde aos problemas dos serviços
públicos, e particularmente à grave situação dos Serviço Nacional de
Saúde, é a sua capacitação e reforço”, através da valorização dos
trabalhadores que os asseguram, “e não medidas pontuais ou cujos efeitos
estão a largos anos de distância”. “É urgente a contratação de médicos,
enfermeiros e outros profissionais, o aumento significativo dos
salários e a valorização das respetivas carreiras”, destacou. A
CGTP disse depois que, em Portugal, “62% dos trabalhadores por conta de
outrem têm um salário bruto até 1.000 euros”, acrescentando que “no
final do ano passado, estima-se que 745 mil trabalhadores recebiam o
salário mínimo nacional, cujo valor líquido é, atualmente, de 729,80
euros”.A intersindical referiu ainda que “um em cada dez trabalhadores encontra-se numa situação de pobreza”.“O
brutal aumento do custo de vida, que afeta de forma mais significativa
os que menos podem e menos têm, não permite que os salários e as pensões
cheguem até ao fim do mês”, realçou, apontando os “esmagadores custos
com a habitação, as subidas escandalosas dos preços dos bens essenciais,
nomeadamente da alimentação”, que “significam uma imensa perda do poder
de compra”.