CGTP critica Governo por ter aprovado pacote laboral “rejeitado por quem trabalha”
Hoje 16:30
— Lusa/AO Online
“O Governo aprovou, em
reunião de Conselho de Ministros, o pacote laboral que vai enviar para
discussão na Assembleia da República. Uma decisão que não altera o
essencial: o pacote laboral é um retrocesso, foi rejeitado pelos
trabalhadores e é muito prejudicial para quem trabalha e para o
desenvolvimento do país”, afirmou a central sindical, em comunicado.Para a CGTP, o Governo pretende “manter os aspetos negativos da atual legislação laboral e alterá-la para muito pior”.“Trata-se
de piorar uma lei que já hoje é muito prejudicial para quem trabalha e,
deste modo, perpetuar os baixos salários, impor a legalização dos
despedimentos sem justa causa, generalizar e prolongar a precariedade,
desregular e alongar, ainda mais, os horários de trabalho, atacar os
direitos de maternidade e paternidade, destruir a contratação colectiva e
os direitos nela consagrados, atacar a liberdade sindical e o direito
de greve”, acusou.Segundo a central
sindical, a proposta do Governo “não resolve os graves problemas que já
hoje a lei tem” e pretende “promover uma legislação retrógrada dos
tempos sombrios do passado”.“Isso é inaceitável, foi rejeitado e precisa ser derrotado”, defendeu.A
CGTP considerou ainda que a aprovação do pacote laboral em Conselho de
Ministros “evidencia que este Governo nunca esteve de facto interessado
em discutir fosse o que fosse”.A central
sindical acusou o executivo de ser “um Governo afastado dos
trabalhadores”, com “objetivos estabelecidos de braço dado com os
patrões” e de ter na sua política “a continuação e o acentuar das
dificuldades de quem trabalha”.“Este é um
pacote laboral que é rejeitado por quem trabalha. Os trabalhadores não
querem este pacote laboral. Os trabalhadores sabem e conhecem o seu
conteúdo e o que significaria de retrocessos na sua vida”, reforçou.A
CGTP reiterou que será “a luta dos trabalhadores” a derrotar o pacote
laboral e a intenção do Governo de “transformar os trabalhadores numa
peça ao serviço das ambições do capital”.A
central sindical voltou também a apelar à greve geral de 03 de junho,
que classificou como “mais um importante momento de afirmação dos
trabalhadores”.