CGTP convoca grande manifestação nacional da juventude para 28 de março
27 de jan. de 2025, 09:54
— Lusa/AO Online
“Temos de ter nas ruas uma
grande adesão de massas”, afirmou o secretário-geral da CGTP, na 10.ª
conferência nacional da Interjovem, que decorreu no Grande
Auditório do ISCTE, em Lisboa, apelando a que cada sindicato mobilize os
trabalhadores junto das empresas para participarem na grande
manifestação nacional da juventude. Sob o
mote “pelo teu salário, pela tua carreira, por uma vida digna”, a
manifestação vai realizar-se na Praça da Figueira, em Lisboa, a 28 de
março, Dia Nacional da Juventude. A CGTP tem vindo a realizar, nos últimos anos, uma manifestação nacional para assinalar o Dia Nacional da Juventude. Na
intervenção de encerramento, Tiago Oliveira destacou ainda outras
"iniciativas" que vão decorrer nos próximos meses, como o 25 de Abril e o
1.º de Maio, e apontando-as como "grandes momentos de afirmação". Numa
referência "às conquistas" desencadeadas pelo 25 de Abril, nomeadamente
no que concerne aos salários, horários de trabalho e direito à
habitação, o secretário-geral alertou que é preciso lutar por melhores
salários, melhores serviços públicos e pelo fim da precariedade. "São
muitos os ataques em curso aos trabalhadores jovens", referiu,
apontando ainda que "a distribuição de riqueza é profundamente injusta",
e que está "nas mãos dos jovens trabalhadores lutarem por um futuro
melhor" e por uma "sociedade mais justa e fraterna". "Em
pleno momento de avanços tecnológicos a única coisa que não avança são
os salários", frisou, reivindicando um aumento geral dos salários de,
pelo menos, 150 euros, a redução do horário de trabalho para 35 horas
semanais, a aposta na contratação coletiva e o "combate à precariedade".
O secretário-geral da CGTP apontou que
"cada passo que é dado é fruto das opções políticas", criticando a
"retórica" de que "o país não consegue aumentar os salários" e acusando o
Governo de perpetuar as "dificuldades" ao “encaminhar seja o SNS seja a
escola pública para o setor privado" e de "poupar às empresas 400
milhões de euros" com a descida do IRC.Numa
referência ao contexto internacional, Tiago Oliveira criticou ainda que
o Governo tenha alocado "400 milhões de euros para a indústria militar"
para "alimentar a máquina da guerra", dinheiro que poderia ser
canalizado para reforçar as pensões, o SNS ou a escola pública.