CGTP alerta para importância da saúde e segurança no trabalho
Covid-19
28 de abr. de 2020, 10:57
— Lusa/AO Online
Esta posição
foi assumida pela central sindical num comunicado emitido a propósito
do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, que se comemora esta
terça-feira.A Intersindical salientou que
esta data é vivida no momento “em que o mundo enfrenta uma das mais
graves crises da História recente e tenta combater a pandemia de uma
doença que obrigou a mudanças profundas e radicais” na “forma de estar,
de viver e de trabalhar, que ameaça a vida e a saúde de todos e que está
a conduzir a uma crise económica e social igualmente sem precedentes e
de consequências ainda imprevisíveis”.“A
CGTP-IN não pode deixar de alertar para a acrescida importância da
segurança e saúde no trabalho e dos serviços de segurança e saúde no
trabalho na prevenção e controlo dos riscos de contágio e na garantia de
ambientes de trabalho saudáveis e seguros”, afirmou.A
central sindical saudou todos os trabalhadores da saúde e todos os
trabalhadores dos serviços essenciais que “arriscam a sua segurança e a
sua saúde para proteger e salvar vidas e para garantir o fornecimento
dos bens e serviços indispensáveis” e considerou que as respetivas
entidades empregadoras têm a responsabilidade de lhes assegurar a
segurança e saúde no quadro da prevenção e minimização dos riscos de
contágio da Covid-19.Para isso, estes
empregadores devem assegurar o fornecimento de todos os equipamentos de
proteção necessários e respeitar os tempos de descanso necessários para
combater a exaustão.“Por outro lado,
quando se começa a preparar o aliviar das medidas de confinamento e o
regresso à normalidade possível, com a reabertura de muitas empresas e o
regresso ao trabalho de muitos trabalhadores, a segurança e saúde no
trabalho assume papel crucial em todo o processo que envolve a tomada de
medidas destinadas a prevenir o risco de contágio e impedir a
propagação da doença”, defendeu a Intersindical.Segundo
a CGTP, devem ser implementadas novas formas de organização dos espaços
de trabalho de forma a respeitar as necessárias regras de
distanciamento social e normas de conduta individuais para a proteção da
saúde de todos, como a lavagem/desinfeção frequente das mãos e o uso de
máscaras e luvas.A Inter defendeu ainda
“uma vigilância mais frequente e atenta da saúde dos trabalhadores” por
parte dos técnicos de segurança no trabalho e pelos profissionais de
saúde no trabalho (médicos e enfermeiros do trabalho).“Como
sempre temos afirmado, a segurança e saúde no trabalho não é um custo, é
um investimento que nestes tempos conturbados faz ainda mais sentido.
Assim, a prevenção é mesmo solução. A prevenção no combate à pandemia é
essencial para ajudar a salvar vidas”, considerou a CGTP.A
Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), filiada na
UGT, também considerou que este ano o Dia Mundial da Segurança e Saúde
no Trabalho “assume particular relevância dada a crise pandémica”.“Estando
muitos trabalhadores obrigados a desempenhar funções em situações de
particular risco de exposição ao contágio, é de extrema importância que
as entidades empregadoras, públicas e privadas, lhes forneçam todos os
equipamentos de proteção individual e meios necessários para que possam
garantir a sua segurança sanitária e, por acréscimo, das respetivas
famílias e demais população”, defendeu a federação num comunicado.A
FESAP lembrou os trabalhadores cujas funções são essenciais para o país
nesta fase de pandemia, “em especial os trabalhadores da Saúde, da
Educação, da Justiça, das Forças de Segurança, das Autarquias, da
Segurança Social, da Autoridade Tributária, da ASAE, da ACT, IPSS,
Misericórdias”.A federação sindical
defendeu, por isso, a urgência da “valorização dos seus salários e da
imediata atribuição do subsídio de penosidade, salubridade e risco”.