CGTP/Açores quer região a corrigir “injustiça” no salário mínimo nacional
18 de dez. de 2018, 15:43
— Lusa/AO Online
"Não
podemos admitir que se aplique esta injustiça na região", sublinhou
João Decq Mota, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Funções
Públicas e Sociais do Sul e regiões autónomas, ligado à CGTP-IN, em
conferência de imprensa, na Horta.Segundo
aquele dirigente sindical, a anunciada intenção do Governo da República
de aumentar o salário mínimo nacional para os 635 euros mensais
beneficiaria apenas 70 mil trabalhadores da Função Pública, deixando de
fora milhares de trabalhadores do privado, que continuam a auferir 600
euros mensais."É
inadmissível que cerca de 600 mil trabalhadores continuem, com este
estratagema do Governo, sem aumento salarial desde há dez anos, quando
está a subir o custo de vida e se mantém a brutal carga fiscal do IRS
sobre os trabalhadores", frisou João Decq Mota.O
dirigente sindical recordou ainda que a CGTP-IN propôs que o aumento do
salário mínimo nacional chegasse aos 650 euros "para todos os
trabalhadores", de forma a que houvesse "justiça" na reposição do poder
de compra na Função Pública e no setor privado."Assim, haveria justiça, aumento salarial e reposição do poder de compra para todos os trabalhadores", insistiu João Decq Mota.O
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas congratula-se, por
outro lado, com a "grande vitória" alcançada durante a votação das
propostas de Plano e Orçamento do Governo dos Açores para 2019, em
especial do aumento da remuneração complementar em 12%, já a partir de 1
de janeiro."Trata-se
de um aumento que, em virtude da nossa intervenção, teve em conta o
período entre 2012 e 2018 em que não houve aumento da remuneração
complementar e que obrigou o Governo Regional a ter em conta as nossas
realistas e justas propostas", afirmou.