CGTP/Açores quer garantias de que não haverá despedimentos por causa da pandemia
Covid-19
20 de jan. de 2021, 14:30
— Lusa/AO Online
"Os
trabalhadores precisam de garantias governativas de que, de facto, não
vão existir despedimentos, de que se mantêm os postos de trabalho",
declarou o dirigente sindical, em conferência de imprensa, realizada na
cidade da Horta.O sindicalista defendeu
ainda que "deve ser acautelado que todas as empresas apoiadas pelo
Governo e pelo Estado, não possam baixar as condições laborais,
nomeadamente, recorrendo a vínculos precários".Na
opinião de João Decq Mota, a pandemia da Covid-19 veio mostrar, mais
uma vez, o quão urgente é "inverter o rumo de desvalorização do trabalho
e dos trabalhadores" e que é necessário "romper" com o modelo de baixos
salários, de trabalho precário e de "ataque" aos direitos dos
trabalhadores."A CGTP-in defende e irá
lutar pela garantia de que os trabalhadores não serão alvo de perdas de
rendimento, de que serão disponibilizados equipamentos de proteção
individuais a todos os trabalhadores e ainda pela defesa do emprego de
todos os trabalhadores, independente do seu vínculo", garantiu o
coordenador sindical.De acordo com os
dados recolhidos pela CGTP-in Açores, desde o início da pandemia, mais
de 10.575 trabalhadores foram para 'lay-off' e mais de 900 estiveram em
apoio à família, devido ao encerramento dos estabelecimentos de ensino."Em
relação a este novo confinamento, estamos longe de saber os números,
mas sabemos que é necessário agir já e responder a esta emergência
social", alertou João Decq Mota, apelando às autoridades regionais para
que adotem "medidas sérias e urgentes", para com "todos os açorianos"
que tenham de encerrar os seus negócios devido a estes confinamento.A
CGTP-in anunciou também que vai participar na ação de luta nacional,
com o lema "salários, emprego, direitos, confiança, determinação e luta
por um Portugal com futuro", marcada para 25 de fevereiro.